Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Empate Técnico

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O telefone tocou. Três vezes. E ela pensou em nem pensar em atendê-lo. Era um jogo de resistência: o telefone a tocar a 4ª vez, a 5ª e ela agarrada à linha do livro, tantas vezes quantas o telefone tocasse. Até a linha do livro não fazer qualquer sentido e o toque do telefone também não. Como um empate técnico.

Na Solidão de um Ateu

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O texto de hoje é da nossa autora convidada Alexandra Moreira, uma pérola que nos foi indicada pela nossa leitora Mariana Machado Sezifredo e que, generosamente, aceitou partilhar connosco o seu talento. Bem vinda, Alexandra.

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Censurados pelo Facebook

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A nossa cruz, pelos vistos, feriu a sensibilidade de alguma ciberbeata e esta imagem foi banida da nossa página com a recomendação de revermos o resto das imagens sob pena de nova sanção. Sim, nem temos mais nada que fazer. 

Mark Zuckerberg, acólitos e beatas ofendidas, em bom português, vão levar na peida.

A Saga do Francisco (continuação)

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Tenho reparado que o Tom é o nosso autor convidado mais produtivo. De igual modo reparei que tem o mesmo apelido que a Tangerine. Cheira-me a cunhas e a tráfico de influências. 

Ainda bem, aí está mais um texto dele sobre as vicissitudes do Chico. Obrigado, Tom.

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Passados 2 meses

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Mais vinho irá correr. Obrigado a todos.
Medinos e Tangerine

Joe e a pornografia

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Prefácio (sempre quis escrever um mas, para quem não quiser ler, saltar para a parte com destaque a amarelo. Afinal de contas, o texto é do Joe e não posso ter um prefácio maior do que o texto do autor convidado):

Tem sido um Domingo produtivo. Acordei às 6 da matina, ninguém sabe muito bem porquê, vi metade dum filme e tornei a acordar ao meio-dia já convenientemente deitado no sofá da sala e perto do tabaco.

Verifiquei, com tristeza e consternação, que não tinha café. Optei por um chá preto que acaba por fazer o mesmo efeito: uma merda qualquer fervida para acompanhar o cigarro.

Claro que este ritual não estaria completo sem ir à janela refilar com os pombos, alimentar a minha mendicante gata que apesar de ter a taça cheia continua a miar por mais e, por fim, ler os pasquins desportivos online.

Ora, já que estava no computador e que a alternativa era a Eucaristia Dominical na TVI, fui até ao Facebook. E era aqui eu eu queria chegar.

Ah, gandas malucos! Então mais de meia centena de pessoas quer ver quatro horas e vinte minutos de pornografia em prime time na RTP1? Taradões! E ainda pensava eu que a tarada era a Tangerine. Senhoras e senhores, católicos, gentes de boas famílias, pais e mães de universitários, talhantes, carteiros e engenheiros, tudo uma vergonha.

E, seguindo as tendências da moda, hoje temos um texto do nosso autor convidado, o Joe Santos Rubio. Ele explica-nos, em detalhe, quais são as suas exigências para assistir a um filme pornográfico. Bem vindo, Joe!

Medinos

As minhas exigências para assistir a pornografia:
 
Têm de ser grátis, caso contrário mais vale ir ver um filme normal ao cinema. Pode também estar tudo peganhento mas há noventa por cento de probabilidade de ser apenas das pipocas alheias.

Não pode ter argumento, nem sequer aspirar a tal, de forma a não nos desconcentrar do nosso propósito. As cenas de ligação, sem acção perfurativa, não devem demorar mais de um minuto de molde a nos mantermos arrebitados.

Os intervenientes devem estar completamente despidos. Isto inclui máscaras, roupa de cabedal, Lycra ou látex, meias, sapatos, joalharia e fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim. Para ver pessoas vestidas vou à rua e seminuas vou à praia.

Os artistas masculinos nunca deverão usar preservativo pois para cenas deprimentes já nos basta a vida real.

As artistas devem ser atraentes, ter seios verdadeiros e esforçarem-se por parecer que não estão a fazer um grande frete.
Lamber objectos inanimados não é permitido mesmo os que supostamente foram desenhados para o efeito.

As cenas não devem envolver mais de duas personagens, uma das quais tem de obrigatoriamente ser do sexo feminino e, de preferência, não ser um animal doméstico. Isto não invalida que, de uma forma metafórica, vacas, cabras e porcas sejam sempre muitíssimo apreciadas, mais ainda quando se dá o feliz fenómeno do 3 em 1.

Urinadelas e outras descargas poluentes afins estão completamente fora de questão mesmo que na capa do DVD jurem a pé juntos que se trata de uma “ejaculação feminina” genuína e que o adubo é biodegradável e bom para a saúde.

O som é muito importante e não deve estar desfasado da imagem. A música de fundo ou os efeitos especiais sonoros não podem em circunstância alguma sobrepor-se à gritaria selvática natural do êxtase.

A imagem deve ter uma definição razoável (nada de coisas pixaladas), as cenas devem estar super bem iluminadas e os close ups não devem perfazer mais de 20% do total das imagens. Para ver coisas tremidas às escuras tenho o meu telescópio e os meus vizinhos.

Os intervenientes devem ter um mínimo de pêlo. Para ver pessoas glabras ia de voluntário para o IPO.

A língua utilizada deverá ser a dos próprios, embora não diga que não a umas frases, aqui e ali, em espanhol (europeu).

Pessoas de boca cheia não devem falar. É falta de educação.



1/2 dúzia de filmes asiáticos

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Hoje e de forma muito rápida e a despachar, meia dúzia de sugestões de ficar com os olhos em bico. Bons filmes.

 Batoru rowaiaru 

Battle Royale 

(Japão, 2000)



Agora que se fala tanto no The Hunger Games - Os Jogos da Fome, apresento o original japonês. No futuro, o governo japonês envia um grupo de estudantes para uma ilha em que somente um sobreviverá numa batalha entre eles até à morte.


Realizador:

Argumentistas:

Koushun Takami (livro), Kenta Fukasaku (argumento)

Protagonistas:



 

Hanyo
The Housemaid
(Coreia do Sul, 2010)


Eun-yi Li é contratada como empregada doméstica de Hoon Goh e da sua mulher grávida, Hae-ra Acaba por ser seduzida pelo patrão e assim vai decorrendo o filme, em clima intensamente erótico até que a governanta decide contar o caso à mãe de Hae-ra. Conseguirá Eun-yi Li lutar contra o poder e influência desta família e, ao mesmo tempo, limpar o seu nome?

Realizador:

Argumentistas:

Ki-young Kim (baseado no filme de), Sang-soo Im

Protagonistas:




Akmareul boatda

Eu Vi o Diabo 
(Coreia do Sul, 2011)

A última vítima dum serial killer é a bela Ju-yeon, filha dum chefe da polícia reformado e noiva, grávida, do agente especial de elite Dae-hoon. Obcecado com a vingança, Dae-hoon jura perseguir e matar o assassino da sua amada nem que seja necessário ele tornar-se num monstro também.

Realizador:

Argumentista:

Protagonistas:




Chugyeogja

The Chaser 
(Coreia do Sul, 2008)

Joong-ho, um ex-polícia, dirige um negócio de prostitutas mas alguém as anda a matar. Quando a última prostituta desaparece, ele lança-se numa busca para descobrir o que realmente se passa. E não é o que ele estava à espera...

Realizador:

Argumentistas:

Protagonistas:





Sai yau gei: Daai git guk ji - Sin leui kei yun

(Hong Kong, 1994)

A continuação das aventuras do Rei Macaco, viajante do tempo e com um destino glorioso a cumprir.

Realizador:

Argumentistas:

Protagonistas:



Yeopgijeogin geunyeo 

My Sassy Girl

(Coreia do Sul, 2001)

Filme baseado nos relatos reais que Ho-sik Kim colocou na internet a descrever a relação com a sua namorada.

Realizador:

Argumentistas:

Ho-sik Kim (livro), Jae-young Kwak (argumento)

Protagonistas:





Tuga Reactivo

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Deve-se deixar o karaoke aos que não sabem cantar e não conseguiram ser músicos. Não lhes resta muito mais na música e podem não estar dispostos a ser meros ouvintes. Sendo assim, cumpre-nos ser magnânimos e permitir que os menos dotados também se divirtam. Mais ou menos como quando eu jogo à bola e ceifo as pernas aos meus amigos mais próximos.

Os textos do Rui Cruz, fundador do Tugaleaks, são como uma noite de karaoke: são de outros autores e mal interpretados mas divertem o pessoal. E, já são mais de 13 mil pessoas que gostam da página do Tugaleaks no Facebook. Uma delas sou eu.

Opiniões divergentes fascinam-me e sempre achei graça à música original do Julian Assange que, por acaso, até nasceu no mesmo ano que eu. Já o karaoke do Tugaleaks, se não fosse o pretensiosismo e a forma bacoca de expressão até seria uma boa forma de entretenimento e eventual informação.

Não é. O ego do fundador só tem comparação com a velocidade a que debita chorrilhos de ideias pré-concebidas com uns ares de reacção não fundamentada. Percebo que dizer mal é uma boa forma de ganhar leitores e que o seu apelo é irresistível. Sou prova disso. Mas a diferença, caro Rui, é que eu sou mesmo assim: um gajo refilão, reclamante e que não gosta de disparates. Ou seja, não o sou para ter leitores, tenho leitores porque o sou. Além de que odeio karaoke.

Outra diferença óbvia, é que gosto de fundamentar as opiniões sem ter que recorrer somente ao insulto imberbe que todos apreciam. Bater na polícia, matar os deputados, pintar umas paredes e dizer mal de tudo o que seja uma instituição fica bem mas a generalização é idiota. Nem todos são maus e eu defender alguns não faz de mim um porco fascista nem afilhado do Primeiro Ministro.

Aliás, a partição dos assuntos e pessoas é essencial para uma análise clara e objectiva. Podemos não gostar duma sopa mas não significa que se odeiem todos os ingredientes. E muito menos que se teçam rasgados elogios à panela e se queira matar o fogão. É idiota, repito.

Interessante também é verificar que este dito movimento assenta na suposta liberdade de expressão e subsequente informação. Todavia, os comentários de quem discorda com a forma ou conteúdo do Tugaleaks são ferozmente obliterados ou imolados em nome da democracia. Sim, porque quem não concorda ou duvida é corrupto ou fascista.

Quem duvida do nosso sucesso é apenas quem APROVA a corrupção.
Abaixo os tachos!

Ou ainda...

O user Sophya tem ao longo de vários meses colocado comentários a atacar pessoalmente o fundador do Tugaleaks, Rui Cruz. A grande maioria nunca foram apagados. Até hoje.
Pelo facto, e em deliberação, os comentários vindos desse utilizador serão moderados daqui para a frente no nosso site.

E continua...

O Tugaleaks pauta-se para dar todos os dias uma informação diferente, sem alaridos ou femónenos semelhantes que estamos habituados nos media tradicionais.

Eu tento pautar-me por escrever com o mínimo de erros mas isso sou eu. E não tenho por hábito utilizar informação diferente, sem alaridos como a que, orgulhosamente o Tugaleaks ostenta:

Esta semana no Jornal O Crime á venda hoje:
- Luis Figo e tráfico de armas
- Familiar de Cavaco cheio de calotes (deve ser por causa da escassa reforma do presidente)

O Crime é de facto diferente. A revista Gina também era. Note-se ainda como é fácil denegrir a imagem de quem se escolhe como alvo. O familiar do Aníbal tem calotes. Filho da puta de aldrabão do familiar e, claro, do Aníbal. Caso não tivesse calotes, filho da puta do Aníbal que protege os familiares. Já estou a ver os comentários como “isto já parece a Máfia”, “corja” e aquelas vãs tentativas de humor como “Don Aníbal Corleone”.

É bom ser reaccionário em Portugal. Recordo-me que há uns meses atrás, uns alunos duma escolinha qualquer fizeram uma homenagem a um famoso assaltante de bancos e líder duma organização que assassinou 17 pessoas. Afinal, o Otelo é um capitão de Abril e merece uma festinha com sumos, rissóis e crianças a entoar Zeca Afonso.

Por cá, é proibido dizer-se mal de Abril. É proibido dizer mal de meia dúzia de oportunistas e assassinos. Mas, se alguém copia uns recortes dum jornal e lhes junta umas palavras de ordem, lá vai a carneirada toda atrás. Com archotes, foices e sedentas de sangue. Com Sérgio Godinho na boca e um brilhozinho nos olhos.

Mas só de boca. O fim-de-semana está quente e na Costa De Caparica é que se está bem. Os outros palermas que se manifestem na rua.

E eu concordo. Manifestações sem ponta por onde se pegue e que o único objectivo é fazer barulho não servem para nada. Mas nós gostamos. E gostamos de karaoke.

Como provam os mais de 13 milhares de seguidores do Tugaleaks. Já vos disse que sou um deles?





Nota final: No site da liberdade, os comentários são moderados. Ah, a ironia...
Caro Rui,
Parece-me que tem um bom automóvel mas não sabe conduzir. A minha crítica aberta encontra-se disponível no bloque de entretenimento para o qual também escrevo. Sem AdSense e afins, diga-se de passagem.
Espero que tenha sentido de humor.

Your comment is awaiting moderation.

Para ler e reflectir antes de ir à casa-de-banho.

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"Hey Mel! Andas desaparecida... espero que estejas bem lá por onde andares..
Gostaria apenas de partilhar contigo um sentimento que estou a ter neste momento..

é o da tristeza....

Não sei se conheces, provavelmente não... mas enfim..estou triste contigo. 
Sabes que tens uma personalidade assim marada, e confesso que não tenho nada contra, antes pelo contrario, respeito a atitude das pessoas seja ela mais libertina ou mais retrograda..penso que cada qual tem os motivos necessários para ser quem é. Tenho muito respeito...só não consigo ter respeito quando a liberdade de uns invade a dos outros e é nesse ponto que estou realmente triste..nem é zangada..é triste contigo.
Não consigo compreender qual foi a tua de te fazeres ao João sabendo que ele estava comigo e no dia a seguir teres a lata de vires a minha casa jantar, teres ido comigo a praia com os meus amigos, ao aniversario de amigos meus enfim...e ainda te ter ajudado a arranjar bules...entre outras simpatias que partilhei contigo. Como é que foste capaz?!! Como é que consegues fazer isso?! Isso faz de ti uma verdadeira PUTA!! não é o facto de foderes com este e aquele que eu te considero puta..é por te meteres com os gajos das gajas que conheces e que ate te fizeram bem..e isso sim, é ser uma valente PUTA! já para nao dizer que nem às  tuas amigas que fizeram realmente ALGO DECENTE por ti mostras reconhecimento..mas isso é outra história. 
Espero que penses naquilo que és..e no que tens andado a fazer, e oxalá não tenhas um minimo de orgulho! Porque a tua pessoa está ao nível de um balde de merda!!! e já que fiquei triste contigo...sabes que há um seguimento nesse sentimento que nos dá um certo maquiavelismo e raiva..por isso faz o favor de nunca mais me apareceres NA PUTA DA FRENTE!! porque vai ser mau para ti! porque a minha vontade neste preciso momento era de te desfigurar a cara! tendo em conta que isso não é possível..(de momento)...desejo só que morras com SIDA. Podias meter-te com todos os gajos do mundo..agora com o João... não deves mesmo saber o que o amor é! Falas tanto em amor.... e é uma pena não saberes o que isso é..porque se soubesses não farias o que fazes e não afectavas o amor alheio. és apenas uma putinha que aí anda com a líbido em altas. mas espero que um dia controles isso..porque eu poderia ter reparado nisso a tempo de te foder..infelizmente agora nao sei onde andas..e só agora soube a tua merda de atitude. enfim.. world is short! 
Estou mesmo desapontada..nem consigo acreditar nisso..para ti pode ser uma parvoice, ja deves estar mais que habituada..mas eu não. Estou chocada contigo. Acho que não mereces mais um minimo de respeito ou até atenção da minha parte. Não vou mais gastar palavras contigo..se tiver no futuro de gastar alguma coisa contigo..que sejam as minhas mãos e pés."

Autora: Andreia Dias, namorada do Joao Ricardo Ribeiro Dias (o rapaz sem vontade propria que pelos vistos eu seduzi uns 5 meses atras)

...mas ainda ha mais

"bem em seguimento do k andreia escreveu e k tu leste e eu tb li.....e tu mandaste uma msg a dizer k n tinha acontecido nada entre vcx, sim realmente n aconteceu, mas tu fizeste força p k acontecesse.......n te vou dizer simplesmente mais nada...depois do k passamos e tu fazes.me isto sim pk n fizeste so a ela, fizeste-o a mim tb, tb me afectou, principalmente pk tu os conheceste a minha conta...fodasse melina era preciso descer tao baixo, o k ha mais ai sao homens agora homens das outras....epa e tinha montes de coisas p te dizer, mas n era sobre isso era mm sobre o k aconteceu tu bazas do nada n tens sequer o respeito por mim de me dizer kk koisa....mas prontos...mandei.te msg mails, tu apareces aki no fb e mal eu entro tu sais logo, tas a fugir do k?????bazaste pk?????fugiste pk as pessoas se importam ctg e tu nem seker a isso ligas.....2 palavas pa ti: SÊ FELIZ............"

Autora: Priscila Bras, cunhada de Andreia Dias, amiga de infancia, que felizmente nao tem muito conhecimento acerca da minha pessoa, entre outras coisas que pelos vistos nao tem conhecimento.

Adoro a nossa sociedade patriarcal e como os homens ficam observadores em silencio depois de provocarem as inflamacoes.

Sociedade feita de homens impotentes e mulheres burras.

Nelma Viana - Figura de Estalo

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Estava eu muito entretido a folhear a típica revista de sala de espera, a Sábado, quando encontrei uma crónica da menina Nelma Viana. Fiquei maravilhado e, mal cheguei a casa, fui ler mais obras defecadas por a alegada jornalista.

Ainda não entendi bem o tema das crónicas mas parece-me ser moda e a raparigota, apesar dos seus tenrinhos 28 anos, possui o liberalismo de Goebbels, o bom gosto da Duquesa de Alba e o talento para a escrita do Tino de Rans.

No seu texto “Viagem de ida e volta aos anos 70”, entre outras alarvidades escreve:

Convenhamos, os 80 foram de uma piroseira tal que ainda hoje me arrependo de ter abraçado os leggings com pezinho e os kispos fluorescentes com tanta convicção.”

Tudo isto estaria muito certo salvo um pequenino detalhe que é o facto de a menina ter nascido em 1984 e só se ter vestido ou ter sido vestida “à anos 80” até à idade de entrar para a 1ª classe. Ou seja, para variar, não sabe do que fala. A propósito destes anacronismos críticos, escreve a Nelma:

E quem sou eu, que pertenço à colheita de 84, para comentar uma coisa que não vivi? Bom... numa primeira análise posso ser parva, intrometida, arrogante até”.

Ah, foi a estimada Nelma que disse, não fui eu. Pois, vejo-me obrigado a concordar, é parva, de facto. Ainda para mais quando escreve:

Hoje, os 80 servem única e exclusivamente para alimentar o ego hipster dos saudosistas da modinha. E façam o favor de atirar pedras todos aqueles a quem serviu a carapuça.“

Ó minha parva, tens noção de que ego hipster não significa nada? Tens igual noção de que ser hipster e saudosista da modinha são conceitos diferentes? Quer parecer-me que escreves como eu faço as sopas: atirando as coisas que tens a jeito lá para dentro e passando com a varinha mágica a seguir. Outra dúvida que eu tenho prende-se com uso das expressões idiomáticas. Ora bem, a quem serve a carapuça, atira pedras? Vá, tu consegues, pensa um bocadinho. Consegues perceber o disparate que escreveste? E continua:

Timelines à parte, o facto é que os anos 70, esteticamente, foram inspiradíssimos. Havia fatos-de-treino dos Iron Maiden, calças à boca-de-sino de veludo, golas altas que faziam sentido e cabelos que com meia dúzia de enroladelas toscas com o secador pareciam acabadinhos de sair de um episódio de Dallas.”

Não sabendo eu o que quer dizer com o raio da Timeline, cumpre-me informar a menina de que está um pouco baralhada. Os Iron Maiden apareceram em 1975 e são uma banda emblemática, veja lá, dos seus execráveis anos 80. E os fato-de-treino também. Depois mistura calças de veludo que, mais uma vez lamento, mas pertencem aos anos 60. Terminamos com o Dallas que, por acaso e só por acaso, foi transmitido entre 1978 e 1991. Anos oitenta, portanto. E os cabelos do Dallas eram tudo menos meia dúzia de enroladelas toscas”. A menina vai ter que rever a sua história. Ou usar o Google, sei lá. Experimente procurar Babyliss...

Já percebemos que não percebe. Passemos a outra crónica: “Antes a Cláudia Vieira que a Madonna”

Ainda estou a pensar nos anos oitenta. Aqui a menina Nelma mostra as suas true colors. Escreve o seguinte sobre a pobre da camisinha da Cláudia Vieira:

maminhas semi-descobertas sobre tule transparente não deviam encaixar nos requisitos do horário-nobre.”

Ó Nelma! Mas tu tens 28 ou 82 anos? Maminhas semi-descobertas? Ah, já percebi qual é o problema. As maminhas estão sobre o tule. Pois, assim, é complicado e um pouco ofensivo. Mas como é que conseguiram enfiar o tule debaixo das mamas?

E continua:

Mas bem vistas as coisas, o que sucedeu no domingo passado foi só uma escolha infeliz da produção do programa - tal e qual a de Paulo Bento quando escolheu Bruno Alves para assinalar o penalti”

Depois de ter aprendido muito sobre as décadas de 70 e 80, agora aprendi uma coisa nova. As grandes penalidades, no futebol, funcionam assim: o treinador duma equipa quando quer um penalty, escolhe um dos seus jogadores e pede para o assinalar. Para depois o executar suponho que seja o árbitro.

Mas há mais. A nossa Nelma tinha bebido uns copitos nesse dia e estava em chamas!

(...)isto é um daqueles exemplos de dupla moral em que se comprova a tendência de apontar de dedo a tudo o que é nacional, a Madonna, que é uma senhora de 50 e tal anos que já devia estar em casa a coser meias com um ovo de madeira, continua a insistir no exibicionismo (ora salta uma mama, ora uma nádega, ora um esfreganço genital num bailarino musculado que ainda só fez a barba duas vezes na vida) e é aplaudida de pé.”

Nelma, Nelma...não és nada careta, não senhora. A Madonna deveria estar em casa a coser meias? Começo a duvidar da historieta sobre teres nascido em 1984. De certeza que não nasceste no séc. XIX em Santa Comba Dão? Pensa bem...
Já agora explica-me, eu sei que sou burro mas tu és densa, o que é um bailarino que só fez a barba duas vezes na vida? O Barbas da Costa de Caparica a dançar quando o Benfica é campeão? Um puto de quinze anos que a Madonna anda a desmamar? Não percebo. Ah, só mais uma coisinha....”Apontar de dedo” é muito bom, Nelma. Fartei-me de rir.


28 anos...tão careta, a escrever tão mal e com emprego certo a rabiscar merdas para a revista Sábado. Dá que pensar.

Desculpa lá estar a apontar-te de dedo, ó Nelma. A tua coluna "Figura de Estilo" dever-se-ia chamar "Figura de Estalo" porque é aquilo que és: uma daquelas figuras que apetece cobrir de estalos.

E, já agora, que puta de nome é Nelma?







10 anos, 10 filmes

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Nunca tenho uma resposta quando me perguntam qual o estilo de música que gosto e, de igual modo, também não a tenho para os filmes. Habituei-me a avaliar, somente para mim, pelo número de vezes que ouço uma música ou vejo um filme.
É uma avaliação cheia de falhas porque o que hoje me apetece ver e ouvir não será necessariamente o mesmo daqui a um ano. Mesmo que não inventem nada entretanto e certamente que o farão. A audição de música e o visionamento de filmes estão muito dependentes de humores, tempo e situações cardiovasculares.
Sendo assim, e somente em dez minutos, compilei uma lista de filmes da última década, um por ano, que tenha visto mais do que duas vezes. Certamente que existirão filmes que eu gosto mais dentro do mesmo espaço de tempo mas estes foram aqueles que me vieram primeiro à cabeça. E isso não pode ser desvalorizado.


The Count of Monte Cristo
O Conde de Monte Cristo
2002

 


Creio que todos conhecem a história de Alexandre Dumas sobre Edmond Dantes neste filme protagonizado por Jim Caviezel. Tenho um fraquinho por este conto e pelo Château de If, a prisão donde Dantes consegue se escapulir. Lembra-me sempre a L'Île Noire do Tintin. No entanto, o filme está bastante distante do livro embora entretenha bastante.
Para quem não conhece o clássico de Dumas, trata sobre a queda dum homem e a sua ascensão, vingança e lembrança do amor.
Quanto ao filme, é realizado por Kevin Reynolds conhecido por Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões e Waterworld. Vá lá que neste não se lembrou de tornar a usar o Kevin Costner. Nunca apreciei o gajinho a não ser no A Face Oculta de Mr. Brooks.
A nota do IMDB é 7,6 em 10, um claro exagero face aos erros que o filme tem. Mas reafirmo, é divertido e já o vi mais do que uma vez.


Oldeuboy
Oldboy - Velho Amigo
2003


É um dos meus filmes coreanos favoritos. Conta a história de Oh Dae-Su que é raptado e aprisionado durante 15 anos. Após esse tempo, é libertado com um telemóvel e dinheiro.
Protagonizado por Min-sik Choi, bastante conhecido para quem goste de filmes desta terreola e realizado por Chan-wook Park, Oldeuboi é um filme intenso e que nos mantém sempre na expectativa.




Eternal Sunshine of the Spotless Mind
O Despertar da Mente
2004


Joel (Jim Carrey) fica destroçado ao descobrir que a sua namorada, Clementine (Kate Winslet), apagou as memórias da relação tumultuosa que mantinham. Em desespero, contacta o inventor do processo, Dr. Mierzwiak (Tom Wilkinson) para que este lhe apague as suas memórias de Clementine.

Mas, à medida que as memórias se vão desvanecendo, o seu amor vai sendo redescoberto nessa mesma viagem pelas recordações enquanto Mary (Kirsten Dunst) vai alegremente pulando em cuecas sobre o seu corpo adormecido e Patrick (Elijah Wood) tenta perceber o que está a correr mal.

Não só é a história mais acessível como também a mais comovente de Charlie Kaufman que cinco anos antes tinha escrito Queres Ser Jon Malkovich?.

A banda sonora é fenomenal com Jon Brion, Beck, The Polyphonic Spree, entre outros.

E, para aqueles que não acreditam no Jim Carrey e que só o associam a disparates, lembrem-se de A Vida em Directo, Homem na Lua, Lemony Snicket's e Eu Amo-te Phillip Morris, sendo este último muito recomendável.

As histórias de amor têm dois tempos: antes de O Despertar da Mente e depois de O Despertar da Mente.

Nunca mais o amor será igual depois deste filme.


Madagascar
Madagáscar
2005


Sempre gostei deste filme. Não sei quem faz a voz do Maurice na versão portuguesa mas é brilhante. Gosto muito de sotaques e um Maurice puro angolano não só não é xenófobo como é muito engraçado. Muito mesmo. Das raras ocasiões em que adoro a versão portuguesa. E só por isso, figura nesta lista. Bem...e é um excelente filme de animação com vozes originais de Ben Stiller, Chris Rock, Sacha Baron Cohen, entre outros.
Um Domingo perfeito com ou sem crianças.


The Departed
Entre Inimigos
2006

Não há muito a dizer. Embora eu não goste do Leonardo DiCaprio vejo-me obrigado a reconhecer que tem participado em filmes do caraças ultimamente. E não me refiro ao A Origem que acho pior do que o Shutter Island que é do mesmo ano e com o mesmo rapazote.

O The Departed conta ainda com um Jack Nicholson no seu melhor nível e uma excelente banda sonora. Só vendo.



Stardust
Stardust – O Mistério da Estrela Cadente
2007

Contrariamente ao Leonardo, o Robert DeNiro continua a ser dos meus actores favoritos. Surge em Stardust como personagem secundário, o Capitão Shakespeare, um velho lobo-do-mar ou lobo-do-ar temido por todos mas um valente rabetóide na sua intimidade. Impagável.
A história fala-nos sobre uma estrela cadente que cai num reino mágico e se torna numa maravilhosa mulher que todos perseguem por desejarem os poderes místicos da estrela que ela encerra.
Para quem, como eu, gosta de reinos mágicos sem a pancadaria do Senhor dos Anéis e ainda se lembra com saudade de O Labirinto de Jim Henson com o David Bowie e a Jennifer Connelly,.



Slumdog Millionaire
Quem Quer Ser Bilionário?
2008


Vamos colocar as coisas assim: se o Danny Boyle tem escrito o 127 Horas antes do Trainspotting e do Quem Quer Ser Bilionário?, eu nunca teria visto nenhum filme dele.

A banda sonora é do incrível A.R. Rahman (O Senhor da Guerra, 127 Horas, Lagaan – Era Uma Vez na Índia) e o filme conta a história de um rapaz que cresceu nas ruas de Bombaim e usa essa experiência para ganhar o concurso Quem Quer Ser Milionário?. Após vencer, é acusado de batota e terá que se justificar perante as autoridades indianas.
Agradável.



Inglourious Basterds
Sacanas Sem Lei
2009

É um filme do Quentin Tarantino com o Christopher Waltz a interpretar umas das melhores personagens secundárias de sempre: o Coronel Hans Landa.

É preciso dizer mais?


True Grit
Indomável
2010




Aqui poderia ir pela mesma bitola e dizer que é um filme dos Irmãos Coen.

A pequena Mattie Ross (Haille Steinfeld) vê, com 14 anos, o seu pai a ser assassinado pelo cobarde Tom Chaney e jura que o irá levar à justiça. Com a ajuda dum U.S. Marshall alcoólico e contrariado, Rooster Cogburn (Jeff Bridges), ela parte em busca de vingança.

Gosto muito de westerns e este não foi excepção.



Intouchables
Amigos Improváveis
2011


Desta lista, foi o segundo filme que mais gostei ultimamente.

Baseado em factos verídicos, a narração envolve Phillipe (François Cluzet) um milionário francês de boas famílias que está paraplégico tendo perdido a esposa num acidente. Contra todas as expectativas, e no meio de pessoas altamente credenciadas, ele contrata Driss (Omar Sy) para tomar conta dele, um muçulmano e ex-presidiário. Uma amizade nasce entre os dois e, de forma simbiótica, ambos se alimentam do outro, evoluem como pessoas e curam maleitas passadas.
Um filme que nos cativa pela simplicidade e fluidez.
Mais do que recomendável, obrigatório.



Socialista

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Thoreau dizia que os homens deveriam aprender que a política não é a moral e que lida apenas com aquilo que é oportuno. É para isto que servem as citações, para dar ares de sábio recorrendo ao plágio. 
 
No entanto, nunca é oportuno para mim discutir política ou futebol. Existe uma razão para isso: são as duas únicas áreas onde as pessoas continuam a argumentar sem fundamentos e em que me é impossível vencê-las. Falem-me de papas de sarrabulho, de música dos anos oitenta ou de senhoras com vestes reduzidas e eu acompanho. E argumento. E, ocasionalmente, até parece que sei do que estou a falar.

Com política e futebol, não. Cansa-me. Todos sabem muito e o muito que sabem nunca chega para me convencer de que sabem algo.

Para evitar entrar em temas menos cómodos, até escrevi uma pequena nota que colei ao lado da caixa da areia do gato: “Não esquecer: não fazer comentários homofóbicos sobre o Eduardo Beauté e o Luís Borges.” E não farei.

Mas ainda dentro dos cabelos, uma senhora do público daquele grande programa que é o Você na TV dizia que queria tirar um curso de cabeleireira. O Goucha, raposa perspicaz e jornalista de longa data, disparou logo:
Ah, para depois ser cabeleireira?

Não para depois ser bate-chapas. Foda-se, ó Goucha, o padrão dos teus casacos anda a afectar-te o cérebro?

Entretanto, e tal como prometi, não será esta a área do texto de hoje. Lá terei que ir até à política.

Só para não me esquecer, gostaria de chamar à atenção de que o deputado Ricardo Rodrigues que palmou dois gravadores aos jornalistas da revista Sábado, é do Partido Socialista. Pode não parecer importante, mas a comunicação social referiu-se sempre a ele somente como “o deputado”. Eu sei que dá jeito fomentar o ódio ao Governo e que, desta forma, fica a parecer que o cavalheiro é um acólito das direitas. Não é. Puta que pariu a nossa comunicação social. Ainda não perceberam que a função deles é narrar e a dos políticos é a de inventar. Mas não, ah e tal sinto-me criativo hoje. Vou dar um arzinho da minha graça à história. A história não tem que ter graça, pá! Tem que ser uma descrição exacta dos factos. Sem floreados e sem opiniões.

E, sem grande floreados também, o Partido Socialista não fez comentários sobre a licenciatura do Relvas. Pudera....eu também me calaria tendo o Sócrates com cursos ao Domingo e o Armando Vara que conseguiu fazer uma pós-graduação antes de terminar a licenciatura. O Armandinho, rapaz prodigioso, ainda se licenciou três dias antes de tomar posse como administrador da Caixa Geral de Depósitos porque os estatutos desta assim o obrigavam. Fantástico. Como diria o camarada Jerónimo, doutores da mula russa.

Aliás, os socialistas tem uma atracção pelas parangonas. Os rapazes, ou boys como eles gostam de ser chamados, não falharam uma. Pedofilia? Estamos lá! Acho que temos aí uns rabetóides meio radicais na segunda fila da esquerda. Freeport? Bora! Avancem com o engenheiro porque ele está de férias na Sorbonne e ninguém o chateia. BPN? Epá, está complicado....acho que ninguém foi apanhado. E que tal o Constâncio?

Anseio pelo dia em que, com pompa e circunstância, vão descobrir o corpo da Maddie na sede do PS no Largo do Rato.

E, todos os socialistas também assim o esperam.

Isto porque, artolas como o nosso povinho é, dá-lhes logo maioria absoluta nas próximas eleições.

Afinal, o que interessa é que falem. Bem ou mal.








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