Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

A Intolerável Pobreza do Ser

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Penso no conceito de fluorescência e pessoas fluorescentes que aprendi há uns anos. Em oposição existe o conceito de crómio e pessoas cromadas. Cromadas com citações, Mercedes-Benz adquiridos em detrimento de um livro, fotografias das férias num lugar tropical coberto de momentos Kodak e devidamente publicadas no Facebook, promessas de segurança e amor eterno substituídas por efémeros momentos de pagar as contas e uma amante na esquina, cromadas com o brilho das suas mentiras.

Enquanto a fluorescência vem de dentro, o crómio aplica-se por fora em camadas. Camadas de falsa cultura, falsa riqueza e falsa fluorescência. Os cromados brilham mas não convencem.  O cromado convida a rapariga para jantar num local que se note bem o que está a custar e leva-a no seu topo de gama ao som das instruções do GPS. Já viste, o meu carro fala!

O fluorescente vê o que há no frigorífico, prepara uma mesa em casa com a beleza da intimidade e leva-a a locais menos terrenos ao som da música de fundo. A longo prazo, o cromado ganha. Ninguém gosta de badalhocos cobertos de sensibilidade depois de exaurirem a sua fluorescência até ao apagão final.

Um cromado promete tomar conta de ti. Um fluorescente promete estar contigo. Mas que se foda estar contigo. Então e o Mercedes-Benz, as fotografias nas Bahamas e o carro que fala? Deves estar parvo, ó fluorescente! Com tanto brilho e não tens espelhos na cabana? E, sabes bem o que dizem de amor e uma cabana…

O fluorescente dedica-se com a solidez do tijolo numa construção lenta do futuro. O cromado apresenta-te a solução imediata dum Lego de dois andares, cheio de cores e tentações. Mas é um Lego. O outro é tijolo. E o cimento que vos une foi inventado a pensar na alvenaria tradicional e não em hipocrisias mal paridas.

O cromado cita, o fluorescente cria. O cromado sustenta, o fluorescente surpreende.

O cromado fica com a gaja. O fluorescente faz um blogue.




Edição: Se ficassem com um livro meu do Herberto Hélder ia dar merda. Já me ficaram com Os Passos Em Volta há uns anos. Muitos anos. Mas ainda não me esqueci.

Mata-me por favor

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Pode ser devagar. Sinceramente nao me importo. Assim como assim estamos todos a caminhar para la uns mais devagar outros mais depressa, mas o nosso estado de decomposicao comeca logo a partir do momento em que nascemos. Por isso e que temos de crescer sempre mais um bocadinho, para podermos acumular a merda toda e ir apodrecendo, ficarmos gordinhos para depois os bichos nos comerem e tambem eles um dia morrerem. Faz todo o sentido.

Mas mata-me hoje. Da-me com um pau pelos costados, abre-me a goela, deixa-me a conta gotas.

Ou.

Mata-me com o teu amor. Deixa-me morrer nos teus bracos. Sufoca-me entre os lencois, esmaga-me com o peso do teu corpo, entra em mim como uma faca sedenta. Morde-me o labio, deixa o sangue sair, tambem ele se quer libertar. Te sujar e ver-se na tua pele clara. Hipnotiza-me com os sinais da tua pele a irem e virem por cima de mim enquanto me esfaqueias toda. Deixa-me vir. Poe o tremor de terra a engolir o meu corpo.
Descansa. Morrer por amor nao te condena a ti. So a mim.

Corta-me as "fateias"

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Faz de mim gato-sapato
Leva-me ao teatro
Enche-me o prato
Da-me bom trato

Faz de mim genial
Leva-me ao monumental
Diz-me que sou fenomenal
Mesmo que sejas um Neandertal

Nao me ates os atacadores
Se cair ao menos sei porque cai!

Bom dia?

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Acordei ansiosa para ver o meu saldo bancario, depois de ter passado a minha pior formacao durante um mes da qual me despedi com algum drama, para perceber que ainda nao fizeram o pagamento. Detesto o meu saldo super negativo (super porque o meu saldo e um super heroi que aparece muito de vez e quando e desaparece logo de seguida).
Estou aborrecida, chateada, capaz de comecar a partir copos contra a parede. Um pensamento negativo leva a outro. Ontem bloqueei uma pessoa numa rede social. Um homem. Um pai. Estive sexualmente envolvida com ele duas vezes. O sexo em si nao seria do melhor porque ele nao gosta de vaginas, e o que ele gosta nao lhe dei, nao por casmorrice mas porque ainda nao e um sector do meu corpo que me tenha decidido explorar...fizemos bastante sexo oral...foi bom. Ele excitava-me muito na parte psicologica. Mas como nao era muito mais do que isso disse-lhe que as coisas ficariam assim, amigos na mesma, sexo nao. Ficou-me com um livro de Herberto Helder e nao o devolveu. Acho isto desprezivel. Ele nao o devolveu nao por as devolucoes nao serem um sector nao explorado no caracter dele mas sim por casmorrice.
Isto faz-me pensar que ser pai nao significa ser boa pessoa, tal como ser sexualmente activa nao faz de mim ma pessoa. Tentei alguns contactos para ver o dito livro nas minhas maos novamente sem qualquer sucesso, tao pouco sucesso que me fez virar bicho e enviar-lhe uma mensagem onde expliquei que nao devemos fazer aos outros aquilo que nao queremos que nos facam a nos...expliquei isto em 30 linhas portanto foi uma explicacao elucidativa e de seguida bloqueei-o porque deixei de o suportar.
Mais um pensamento. Imagino-o a beber copos com os amigos e a falar da gaja (eu portanto) psicotica que nao o largava por causa de uma merda de um livro (FODA-SE E HERBERTO HELDER, NAO E MARGARIDA R.PINTO OU OUTRA MERDA QUALQUER). Isto comeca logo a mexer comigo. "tive com uma gaja na cama, ela ate valia pelos broches mas comecou a fazer pressao para lhe dar um livro que me emprestou, as gajas sao umas porcas, fodem um gajo e depois querem coisas". Gostava de o ver so para lhe poder virar a cara.
Daqui passo para a minha melhor amiga. Tinhamos uma amizade de anos. Vim de um sitio sem mar a dois meses e foi pelo mar que voltei, pelas vistas de Lisboa. Estive separada dela um ano. Voltei e achei que ela e as pessoas estavam todas diferentes e depois quando olhei melhor (despertei) e afinal eu e que estou diferente. Deixei de dar valor as coisas que nao tem. Nao me interesso pela vida dos outros, pelas cusquices, antes ja nao me interessava mas agora enjoam-me. Ela adora. Adora enxovalhar. Se nos nao tivessemos uma amizade de anos ela nunca iria gostar de mim. E se calhar eu nao gostaria dela. Nao gosto de pessoas que dizem "prontos" e "tefone". Vindo dela ate parecia querido. Parecia mas nao e. E agora como nao estamos nos nossos melhores dias tenho a certeza que ela fala da minha vida como fala da vida dos outros. Imagino "ela e uma vaca instavel que so pensa em foda e seduz tudo e todos" porque nestes momentos se esquece que aqui a vaca pode ser  instavel, pode gostar de sexo e pode adorar seduzir o universo mas que e aquela pessoa que vai estar sempre ao lado dela, mesmo quando as coisas nao estao bem.
As pessoas sao terriveis, gostam de ver o oceano mas nao se deixam envolver nele e temem a envolvencia alem disso ainda mandam excrementos.
As pessoas sao serventes dos bons momentos nos maus deixam-nos sozinhos, nao va haver contagio!!!

Se ate ao final do dia nao houver expectativa de amanha estar tudo mais ou menos resolvido compro um bilhete de volta para o sitio onde estava cheia de saudades do mar e das vistas de Lisboa.

Corta-me Como Um Peixe

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Preciso de lâminas, barbitúricos e veneno para ratos.
Preciso de uma ponte alta com peixes prateados que amorteçam a minha queda.
Preciso de ser emparedado durante um século numa adega.
Preciso de uma agulha infectada com mil doenças que me corroam .
Rápido. Por favor. Muito rápido.
Preciso que precises de mim.

E, se não for pedir muito, não me fodas.
E, isto é pedir mesmo muito, não me fodam os outros.

Despertar da mente

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Acordar custa. Acordar depois de estar a sonhar custa. Acordar e uma grande violencia.
Despertar e bom, vejo o despertar como um acordar mas mais lento. Despertar pode-se fazer aos poucos, assim como quem nao quer adiantar o tempo. Despertar leva tempo. Como quase todas as coisas boas e deliciosas. Adoro despertar. Adoro despertar durante o dia.
Hoje tive um bom dia, e estive bastante desperta e dispersa. E bom falar com estranhos porque se pode dizer tudo.
Tive um pensamento. As pessoas gostam de lutar pelas coisas que tem custo mas nao gostam de lutar pelas que tem valor. Trabalham horas a fio para comprar uma coisa qualquer que acham que lhes vai dar mais valor, quando o que lhes deu foi mais custo e veneram essa coisa! No amor, como nao se tem de pagar nao lutam, nao elogiam e deitam fora como se fosse algo estragado ou fora de prazo. Trata-se o amor por voce em vez de se tratar por tu...aquele tu intimista aquele tu que me beijas, aquele tu que me preenches, aquele tu que me corres nas veias e me deixas em polvoroso.

Corre-se o mundo por uma melhor oferta de trabalho e deixa-se o amor para tras em vez de se correr por amor e deixar o trabalho para tras.

Sabem o que e que eu mais gostava de ter na vida? Uma pessoa que quisesse pegar na merda da mochila e correr o mundo comigo, sem dinheiro. Ir mesmo pela aventura, ir parando e trabalhando em troca de comida e de cama. Poder falar com pessoas, poder olhar para a minha pessoa a falar com pessoas. Quando se tem alguem para abracar e sentir que e a nossa vida o que mais se pode querer? Eu nao queria mais nada...mais nada de nada.




O Despertar da Gente

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Há mentes que não são brilhantes e, quando despertam, são somente acidulantes na sua busca pelos prévios minutos aconchegantes. Se existiu quem gritou a plenos sociais pulmões “deixem-nos trabalhar”, eu, gajo não tão dotado para essas frases de publicidade barata, grito, adapto e plagio para: “Deixem-nos despertar!”

Não sou um gajo que goste de dormir. Mas detesto que me acordem. Tenho um ódio visceral a quem me pergunta se eu estava a dormir, se estou bem disposto ou que afirma, em tom jocoso e de censura, que eu gosto muito de me levantar tarde. Estive a dormir, estou mal disposto e odeio levantar-me tarde. Para quem de uma forma desajeitadamente dissimulada tenta dar a entender que sou um reles preguiçoso, informo que durmo no máximo cinco horas. Vão chatear o caralho! Outro, não o meu. A não ser que seja um africano de olhos verdes. Aí pode implicar com o dito órgão sem problemas. Até agradeço.

Já referi, num texto anterior, que sou um gajo introvertido por orientação. E, a hora de despertar é o meu maior momento de introversão. Tenho os meus rituais. Dar de comer à gata, preparar o café e fumar dois cigarros. Ler o jornal online (não há dinheiro nem paciência para ir à rua largar um euro pelo DN), ver se sobrou uma réstea de café e, com essa desculpa, espetar com o terceiro cigarro. Somente após isso tudo, é que começo a fazer o que é socialmente correcto: lavar os dentes, tomar banho, despentear-me, vestir-me e ir à janela ver se está sol.

Enquanto vou à janela, aproveito para chamar “filhos da puta” aos pombos e olhar enternecido para os melros. Lembro-me que tenho algures um pão com 3 dias e atiro-o para o jardim. Talvez a gata apanhe os pombos, penso esperançoso. Ou, com o meu azar, apanha um melro.

Vou à caixa do correio. O dístico berrante a gritar “Publicidade Proibida” é algo meramente decorativo para a fúria dos distribuidores do jornal do Lidl. E são logo três ou quatro iguais não vá eu perder um. Folheio, vejo que existe uma promoção de tinto, e deito no caixote perto do correio.

A minha vizinha chama por mim, com os seus dois cães idiotas que não param de ladrar. Para mim, animais são como pessoas. Estimo-os mas há bons e maus. E aqueles foram inventados por Dante, certamente. Puta que os pariu. Calem-se! Ainda não despertei o suficiente para ouvir sons fora do volume normal. Cumprimento a vizinha com o meu ar de menino queque e comento qualquer coisa acerca do tempo, de jardinagem e dos cães dela calarem-se uma vez por outra. Ela ri-se e acha que sou uma simpatia. Não sou. Só não quero é chatear-me ou que me chateiem.

Deixem-me despertar!
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Uma Boa noite a todos. ;)

Balanço

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Após uma semana de existência, registámos mais de mil visitas e 100 leitores.

Do fundo dos nossos fechos éclair, devaneios, sexualidades e esquizofrenias,

OBRIGADO!

Medinos e Tangerine

Vai fazer pela vida pah!

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Estou a tentar acabar o meu conto. tenho dois dias para o terminar e editar.
 Mentira.
 Nao estou a tentar nada. Estou meio perdida neste habito que adquiri recentemente, o de nao conseguir fazer nada. Nao consigo sequer abrir o texto e ler. E estou preocupada. Irrequieta. Faz lembrar aquela musica do Jose Mario Branco "Inquietacao" ou entao a do meu amado Antonio Variacoes "Estou alem". Nao interessa qual e a musica ao certo ate porque no final nenhuma consegue descrever o silencio que me transtorna, este fogo debaixo dos meus pes que me poe a ferver mas que me aconchega e nao me deixa sair daqui. Esta tao quentinho. Tenho quatro sites de procura de emprego abertos e tudo me parece aborrecido. Nao quero trabalhar para outros, ter um chefe que nao suporto a dar-me ordens, mas vai ter de ser. Adorava ser puta. Ja referi isto varias vezes. Ser puta sem perder a minha candura de menina abandonada pelo pai (este facto e veridico). Adoro mulheres criadas por maes solteiras, sao desfeitas e refeitas em momentos de eterno abondono. Aquela sensacao de podermos ser abandonadas por qualquer pessoa porque fomos abandonadas por aquele que nunca nos deveria deixar para o resto da vida. Daqui saem dois tipos de mulheres, as azedas que usualmente nao suportam homens porque nao souberem lidar com o trauma e estas sao as que gosto menos e as que se encaixam melhor na nossa sociedade (porque Ela, a Sociedade, adora pessoas sem sentimentos que mais depressa fodem do que deixam foder) e as outras das quais orgulhosamente faco parte sao as que se nota a distancia que estao todas desencaixadas por dentro, mas que tem um encanto (nao sou falsa modesta, so sorry) dificil de descrever. Sao tipo iman e podem nao ser exactamente bonitas ou atraentes. Sempre me imaginei como se fosse um puzzle onde falta a ultima peca, nao, a peca nao esta mal posta, foi o pai que a levou com ele, e eu fico uma vida inteira a espera que o principe encantado a traga resgatada dentro de uma caixinha. E isto. Espero que ele venha, aquele tipo que eu nem queria conhecer, a venha encaixar em mim. Para eu me sentir completa.

E aqui se nota o quanto os meus pensamentos andam desorganizados, nao consigo manter uma linha de pensamento! Ao menos que fosse uma linha de coca!

Tenho o meu novo gato (hoje tudo e novo) encostado aos meus rins, tambem ele me aquece, Mas preferia que fossem umas maos a aquecer-me os rins. A deixa-los ir e vir a embalar o corpo para o momento da onda cosmica que o orgasmo me da! Arrepios.

Tenho de sair deste buraco onde hoje estou feliz para ir para o meu compromisso, foi tao bom enquanto me senti livre a escrever.

Ser In (trovertido)

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Carl Jung difundiu a noção de introversão e a classificação tipológica de Myers Briggs veio colocar em números se um gajo é a alma da festa ou um bicho-do-mato. Sim, usei hífens só para implicar com os gajos do Acordo Ortográfico. Não gosto deles.

De quem gosto muito, é do meu pai e, hoje, chamou-me a atenção para o facto de até aos meus 23 anos eu ser muito introvertido. Diz ainda que me transformei, e com sucesso, num comunicador nato. Bem não disse bem isto, afirmou que me tornei um fala-barato com facilidade em conhecer novas pessoas. Mais um hífen só para foder o juízo aos gajinhos. Chupa A.O.!

Chupa seria uma expressão que eu nunca utilizaria nessa minha fase, estará o meu pai a pensar se ler esta treta. Eu penso o mesmo. Mas o que escrevo não é o que falo. Aqui não tenho o som e a linguagem corporal como suporte para o que transmito. Preciso de alguns pontos que chamem a atenção como os cinco segundos de mamas ao léu que existem em todos os filmes de terror.

A introversão e a extroversão não são uma escolha, ao contrário do que o meu progenitor pensa. Continuo introvertido. Necessito de duas horas de solidão por cada hora de comunidade. Prezo, com toda a força do meu coração, as conversas a dois sejam quais forem as intenções inerentes às mesmas. Gosto de jantares de duas pessoas. Gosto de ter um amigo ou uma amiga. Sacrifico o grupo em prol do indivíduo. Sou, continuo a ser, um introvertido. Não é uma escolha. Tal como a sexualidade, é uma orientação. Mas sou um introvertido que perdeu a timidez. Ou vou tentando perder todos os dias em cada gesto e palavra. Não é fácil mas não vivo sem afectos. Preciso deles como de oxigénio. Introversão não significa, forçosamente, socialmente inadequado. Não o sou. Mas prefiro as conversas a dois, novamente.

Nós, os introvertidos, temos uma propensão natural a alteradores de personalidade. Drogas no seu topo. Sejam elas quais forem e nem sequer é relevante para o tema. Mas a propensão existe. Com o tempo, e depois de muitas atitudes de extroversão tomadas sob efeitos de drogas, aprendemos a parecer extrovertidos mesmo durante a sobriedade. Encarem isso como um treino. Tanto se treina que se aprende a fazer.

Mas, isso não altera quem sou. Saber inglês não faz de mim britânico, tal como saber comunicar e ser extrovertido não faz com que eu deixe de ser introvertido.

E sou-o. É uma orientação.

The greatest from Cat Power

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Esta e daquelas musicas que me faz querer estar so de cuecas a olhar para alguem que dorme ao meu lado com o peso da minha perna sobre a sua. A espera impaciente para que acorde e me olhe e sorria. Uma tarde de sol a entrar por entre os estores de um quarto abandonado no amor e no desejo. Dois corpos que descansam de momentos de amor torrido, mordidelas suaves e passagens de dedadas pela pele. O cheiro adocicado de varios fluidos fundidos. Uma perfeita simbiose que so a paixao resgatada sabe reconhecer.

 Se fosses tu.

Esta nova cama king size onde me vou deitar sozinha desespera por ficar quente e suada, eu sinto-a a gemer.

Tenho saudades de adormecer a ouvir alguem contar-me uma historia enquanto me faz festas nas costas.

Shut Up and Kiss Me

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Lucas 7:45 Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não pára de beijar os meus pés desde que entrei.
Lucas 7:46 Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés.
Para quem não conhece o precursor do Facebook, as personagens deste discurso são Simão, Jesus e uma prostituta.

Muito resumidamente, o Simão não deu uma beijoca ao filho de Deus e o gajo ficou sentido. A prostituta, a troco de perdão dos seus pecados, começou por beijar-lhe os pés mas depressa percebeu que aquilo só lá ia com perfume tal era o fedor.

Jesus era um sujeito muito ligado a beijoquices, e eu também gosto, tendo mesmo instituído o osculum pacis também conhecido por ósculo santo. Consistia num chôcho entre os discípulos e o Mestre cada vez que se cumprimentavam. Eram uns queridos. Ao pessoal do Acordo Ortográfico, aquela coisa esquisita na palavra “chôcho” é um acento circunflexo e não é nenhuma grafia dos teutões.

Gostaria de ter sido um discípulo de Jesus. Pão, vinho, putas e gajos a beijarem-se. Ainda por cima, gajos morenos e de cabelo comprido como eu tanto gosto.  Beijar-lhes-ia os pés num instante. E lamberia o resto do corpo debaixo daqueles lençóis ridículos que eles usavam como vestes. Outros tempos, em que a homossexualidade até era patrocinada pelos cristãos. Pelo menos, de forma aberta e não encapotada como nos tempos de hoje. Quo vadis, cu vadio?, era a expressão mais usada nas ruas.

E o que eu gosto de beijos. Pequeninos, grandes, repenicados, silenciosos, linguados, sôfregos, amorosos, provocadores, finalizadores, rancores e desamores.

Gosto do céu da boca, da saliva e da língua alheia. Gosto da simulação de penetração nas bocas que as pessoas mais habilidosas conseguem transmitir. Gosto da paixão e de sentir um micro-ondas junto à braguilha. Gosto do aperto que sinto quando amo. Gosto do desaperto que sinto quando é mera ponta e nada mais. Gosto de escrever a imitar a Tangerine, esse poço de estimulações eróticas na ponta das palavras. Gosto que me beijem. E gosto de línguas.

Há muitos anos que não como uma língua de vaca. Lembro-me que era um dos pratos normais nos restaurantes quando almoçava com os meus avós na Estrada Nacional 1. E há muito tempo que não me tocam vacas, bois, carneiros, ovelhas, cabras, passarinhas, linguados ou qualquer espécie de animal. Creio que me tornei um vegetariano forçado e reduzido a comer grelos e nabos. Pelo menos, é bi-ológico. Assim espero, embora não goste muito de coisas lógicas demais. Fico-me pelo bi. (Toma Tangerine mais uma imitação)

Mas, depois de tudo bem repuxado e espremido, o que gosto mesmo, mas mesmo muito, é de ser beijado.

E uma festinha nos cabelos.


PUM

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Pensamentos Unidos Matinais

As calças marroquinas da minha amiga dão um bom pijama;

Não dormir de noite faz-me emagrecer;

Ninguém tem uma cozinha com tupperwares tão bem arrumados como os meus;

Já não me dói a garganta;

Tenho que adquirir vinho para o almoço;

Cozinho muito bem e rapidamente;

Precisava de um africano em cima de mim.

PS

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Pensamentos soltos:

Quem inventou os pijamas nao tinha vida sexual

Nao dormir de noite faz-me engordar

Nao dormir de noite porque estou acompanhada faz-me emagrecer

Masturbacao aquece os pes

Acho que amanha vou acordar contente (uhhhh a expectativa)

Estou ansiosa pelo meu domingo de Indie Lx

Oh GOD

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(sou a informar que este post contem materia que pode deixar pessoas de um certo tipo com algum desprezo pela minha pessoa)

O meu nome, nao o Tangerine, o outro, tem um significado peculiar, que me foi explicado por uma mulher que se apaixonou por mim. Nao a vou descrever agora nem o que nos aconteceu.
 O meu nome significa "jardim de Deus". O meu ponto de vista sobre isto provavelmente difere do que realmente caracteriza o nome, talvez pela minha visao relativamente a religiao e as pessoas que acreditam nela seja negativa. A religiao e uma merda e as pessoas que acreditam em qualquer deus (a partir de agora sempre minuscula) sao pessoas diminuidas que precisam de desculpa para tudo o que lhes acontece na vida (INVEJA 1 - 0), que passam seis dias da semana a fazer porcaria para ao domingo, esse belissimo dia em que o ser humano consegue ser ainda mais bestial (no sentido de besta) irem a igreja confessar pecados.
 Fui educada por pessoas que acreditam em deus, nunca quis ser baptizada mesmo quando me disseram que fariam o maior bolo de chocolate do mundo para a minha festa de baptismo (GULA 1 - 0).

E eu que sofro por chocolate.

 Odeio o conceito. Deve ser das poucas coisas que odeio no mundo.
 Odeio deus (IRA 1 - 0) apesar de saber (VAIDADE 1 - 0) que ele nao existe, e por isso quando essa mulher me explicou o significado, ela uma catolica devota com a tatuagem de uma borboleta no rabo, (LUXURIA 1 - 0) eu dei a volta ao assunto e disse: "sabes entao onde mora o pecado."
Nao acredito no pecado, mas contrariamente a deus, deste conceito gosto.
O proibido.
 Adorava acreditar no castigo divino (AVAREZA 1 - 0), adorava ajoelhar-me a deus e pedir-lhe perdao, implorar.
Deve ser um alivio.
 Deus (agora no inicio de frase depois de ponto final tem mesmo de ser, regras sao regras) foi escrito por homens, e por homens bem perversos, que gostavam de ver pessoas ajoelhadas a auto-infligirem-se. Nao foi escrito por ninguem fora deste mundo, com qualquer capacidade divina. Faco muito mais que qualquer religioso faz, mesmo nos meus dias de nevoeiro cerrado em que se nao fico quieta (PREGUICA 1 - 0) vou brincar com xisatos. E ajoelho-me muito mais do que qualquer religioso e com isso alivio muito mais do que 13 aves marias e 21 padres nossos. Se querem venerar alguma coisa, podem venerar a minha! Sou pele carne osso sangue algo muito mais venerável que metal madeira pedra.




amanha. (escrito no dia 25 de Abril de 2012)

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Hoje e o meu dia de anos. 25 de Abril. Desde os 18 anos que nao me lembro de este dia ser um dia feliz. Sera que eu nao sou feliz a 10 anos? Estou a fazer um esforco enorme para me concentrar no ultimos 10 anos da minha vida!!! Posso morrer hoje? Chegava a cozinha e cortava os pulsos com a faca que cortou o meu bolo de aniversario as fatias!!! Ter pensamentos suicidas e das coisas mais esquisitas que se pode ter. Porque a nossa mente luta connosco. Como animais nao estamos programados para acabar com a nossa propria vida...so com a de outros. Estou mesmo farta do mundo, e antes estava farta do mundo como o meu eu mas como as personagens que ia criando as coisas ate andavam...a questao e que todos os meus eus, todas as pessoinhas que vivem em mim se fartaram tambem. Antes nao entendia porque e que havia pessoas a matarem-se, eu ate costumava dizer "amo a vida e se um dia pensar em suicidio rapo o cabelo e mudo de continente". Facto e que mudar de continente nao me vai ajudar em nada. E rapar o cabelo muito menos. O meu problema esta mesmo a ser o ter de lidar com pessoas, nao so com pessoas novas mas com as velhas que ja fazem parte da mobilia da minha vida. Queria desligar-me, mas ao que parece isso nao e uma opcao humanamente possivel. Quero morrer. E querer morrer nao e nenhum acto de covardia, e so uma vontade irreversivel caso chegue ao seu consumo. Nos humanos somos feitos de vontades. Foram as nossas vontades que nos troxeram ate aqui, fomos criando vontades em cima de vontades em cima de vontades. A solucao para o mundo era parar de fazer bebes, daqui a 100 anos estaria tudo bem...mas a vontade!!!


Prova de Resistência

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Aos sessenta ainda se tenta e aos setenta já só se senta, reza a vox populis. Escrevo, hoje, sem acesso, temporário, à rede global de informação e plágios, o que implica que não vou usar palavras caras e vou demonstrar o verdadeiro ignorante que sou. Quando regressar a casa, acrescento uma citação de Mark Twain ou Fernando Pessoa para dar ares de gajo culto e informado. 

Informado e bem formado, são dois aspectos do indivíduo que andam de patas dadas tal como fidelizar ou ser fiel. Existem pessoas que não foram devidamente fidelizadas e existem os infiéis. Quanto aos primeiros, a culpa não é totalmente deles. Sim, a atribuição da culpa, digam o que disserem, é inerente a qualquer relação amorosa mesmo que de forma involuntária ou inconsciente. Nem que seja numa absurda autocomiseração de choros imberbes e gritinhos estridentes: a culpa é toda minha! (Ler-se, a seguir, a onomatopeia “buaaaaaaaá”. Confesso que roubei o choro de um Pato Donald que jaz ali pelo sofá da minha amiga. Nem sabia que aquela bonecada ainda existia. O nível de citações baixa sem ter o Google à mão.)

Os primeiros, os não fidelizados, não são infiéis. São meramente pessoas que não foram conquistadas e que precisaram de alternativas. São aqueles e aquelas que estavam cheios de fome e deram-lhes um papo-seco com três dias para a saciar. Agradecem, devoram o pão vorazmente mas só até aparecer um suculento bife do lombo ou uma alcatra saltitante. O papo-seco é chutado para canto (ouvi agora notícias do clube dos viscondes na televisão) e o bife assume as funções de goleador. Não existe uma verdadeira infidelidade mas também a honestidade está ausente. E, para relações desonestas, mais vale ir a um bar de alterne e pagar cem euros por uma garrafa de espumante fabricada em Aveiras de Cima. Pelo menos, já sabemos que estamos a ser papados e que não iremos papar nada.

E papar é essencial numa relação. Não para mim que já sou suficientemente blasé para perceber que o sexo está sobrevalorizado quando falamos de amor. É complementar, é uma parte importante, é a odisseia dos elásticos e dos colchetes mas não é tudo. No entanto, duma forma geral, isto não se aplica. Nem todos são a melhor pessoa do mundo como eu. Sou doce, lembram-se? Se não papamos desconfiamos logo duma infidelidade. Sendo assim, papar é o complexo multivitamínico que fortalece a confiança. E não existe algo mais virulento e cancerígeno do que gente desconfiada. Provoca impotência e frigidez. Está provado. E provoca ressacas também quando nos entornamos até à morte por deduções imaginativas ou reais que tirámos.

Primeira conclusão: papar tem que ser regra para quase todos os pombinhos. Come-me e papa-me Joana, come-me e papa-me.

Os segundos, são os infiéis. Antes de me debruçar ou ajoelhar sobre o assunto, irei comprar tabaco e beber uma bica com dois Croft. Escrevo com a mágoa própria de quem tem dor de corno e espero que, com um pouco de álcool, o discurso fique menos sombrio. Afinal de contas, para cortar os pulsos já existem os textos da minha querida amiga e companheira de bloguices. A minha função neste espaço é ser o palhaço e a dela é ser a parte sexy com masturbações, sangue e Gillettes nos pulsos. São 13 horas e 53 minutos.

14 horas e 55 minutos. Cumpri à risca o planeado. Dois Croft, uma bica e um jornal para fingir que estava a ler enquanto ouvia as conversas que decorriam entre os clientes da tasca. Perdão, “Restaurante, Snack-bar”.

Ouvi, como de costume, coisas fantásticas e que ficarão para futuros textos. Não existe nada de tão prolífico como uma tasca. Não me confundam: não sou um berloque de esquerda nem um defensor acérrimo do povo ou povinho. Prefiro mil vezes um restaurante de luxo e não tenho vergonha em o afirmar. Mas uma tasca é algo mágico. Ouvi parte de uma frase que me cativou, dita por um puto a um mentor com o dobro da idade. O mentor era um idiota, o puto era giro. Pena ser hetero. E foi, mais ou menos, isto que o puto disse:

- Quando eu me lembro de coisas antigas com ela, encaro a coisa como uma boa memória. Algo bom que nunca esquecerei, seja um filme ou uma queca. Quando ela fala das mesmas coisas, fico sempre com a sensação de que ela está a dizer que na altura é que era bom e que agora é tudo uma merda.
Achei notável. Costumo intrometer-me nas conversas alheias mas hoje não me apeteceu. O suposto mentor, gajo da minha idade, respondeu com algo profundo como:
- E o Sporting lá ficou pelo caminho ontem…
O puto agradeceu o tempo que o outro lhe dispensou e pirou-se. A namorada deste puto desconhecido tem sorte. E não deve saber.

A sorte é algo importante na fidelidade. Basta um golpe de azar para a nossa paixão descobrir uma alternativa credível e mais tentadora que nós. Passemos aos segundos: infiéis.

Um infiel não é forçosamente alguém que ame menos. Até pode ser alguém que ame mais que um fiel. Mas, e voltando à vaca fria (sem referência alguma às férias da Paris Hilton nos Alpes), a honestidade é tudo. Já sei que sou um chato com esta história mas acho que deve ser dada a possibilidade ao nosso parceiro de saber quais as cartas que estão na mesa. Bluffs, triple bets e afins só mesmo no Texas hold 'em.  E eu não gosto de esperar pelo river para perceber que fui enganado. Basicamente, um big, big blind. Depois destas piadinhas com terminologia do póquer tenho a certeza que vou perder metade dos leitores. Olha, fodam-se e aprendam. Sempre ouvi dizer que não ocupa lugar.

Segunda conclusão: um infiel não é mau, um desonesto é uma estação de produção de resíduos sólidos. E nem todos temos paciência para lidar com cocó.

Terceira conclusão: sou mais denso a escrever depois de beber. Passarei para a Coca brevemente. A Cola, não a outra. Já estou muito idoso para aventuras na neve. Ainda parto uma perna.

Conclusões são algo que se tira e, sendo assim, empobrecem sempre alguém. As erradas empobrecem-nos e as certas empobrecem a nossa companhia. Ou os dois. Odeio gente que depois de nos enforcar ainda tem o desplante de roer a corda.

De pescoço, ou pescoços se considerarmos as partes baixas, partido já estamos. Resta saber se ainda nos resta ar para uma última corrida. As metas a que nos propomos nem sempre estão próximas. E não faltam Carlos Lopes e Rosas Mota pelo caminho para nos demonstrarem que, se calhar, não somos os melhores corredores.

Para tudo há uma solução.

Última conclusão: velocistas derrotados joguem pela resistência, resistentes derrotados apostem na velocidade.


Edição: Apesar das alfinetadas que vou dando à Tangerine, saliento que ela é uma pessoa adorável e uma amizade a preservar. Para quem goste de gajas....
   

Linha

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Há muito tempo que não passeava a pé entre Alcântara e Algés. Hoje acabei por o fazer e muita coisa mudou desde que eu apanhava o comboio todos os dias a caminho do liceu (leia-se tasca no Campo Grande ou em Alvalade).

Gosto particularmente do comboio da linha de Cascais. Já não é a mesma coisa de antigamente e está cada vez mais parecido com o inominável comboio da linha de Sintra mas aquele percurso toca-me mais do que dez namoradas da minha adolescência a comerem-se selvaticamente na sala enquanto eu vejo o Benfica a ser campeão europeu.

Adoro aquela linha. Linha de desalinhos, linha de coca, linha de paragem para quem vinha do chique ao Ventoso, linha de ternura incomparável.

Para mal dos meus inúmeros (são mesmo muitos) pecados, estou remetido ao deserto do Mário Sahara Lino já há uns anos com uma passagem pela capital que não me agradou. Tem vantagens. Nós, os berberes, ainda temos uma cultura de aldeia que promove uma certa entreajuda e familiaridade. Isso é algo de importante em tempos complicados como o actual. O defeito é que o Mário tinha razão. Isto é uma merda de um deserto. Deserto de pessoas, embora tenha gente com fartura, deserto de sítios, deserto por me pôr a andar daqui para fora. Mal por mal, vou para Lisboa.

Quando vou à capital, deslumbro-me como uma daquelas senhoras saloias que o Eça relata nas suas crónicas e que iam morar para a suburbana Ventosa, hoje em dia a bela cidade da Amadora. Sítio execrável. Aquela linha, ao contrário da outra, deveria ser demolida desde Sete Rios até Sintra. E não sei se salvaria Sintra. Pelo menos, já não anda por lá o filho do decrépito Mário. Não o Lino, o outro que só dá ares de estadista. Para quem não sabe, um estadista é um gajo que nunca fez um caralho de jeito na vida mas que esteve sempre presente na política. É um título tão inútil e absurdo como um marechal.

O D. João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha, também foi marechal. Este eu compreendo e é merecido. Nunca vejo tanta gaja boa como no Saldanha e nas limítrofes  Avenidas Novas.

A não ser na minha linha.

Dr. Browse e a Revoluçao do Cravo

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Dr. Browse by Medinos


Doce

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Nem sempre sou ácido. Aliás, sou um doce de pessoa e até estou a ouvir o Deborah's Theme do Ennio Morricone no saudoso Once Upon a Time in America. Creio que mais lamechas do que isto só mesmo em pacotes de leite condensado ou em injecções intravenosas de sacarose. E choro. Choro para caraças! Bem, talvez não lágrimas. Talvez sem soluços. Mas rasgo-me por dentro como os jeans dos Bros ou da Samantha Fox nos anos 80. Assim sou eu, um verdadeiro Trinaranjus de limão. 

No entanto, existem coisas que me incomodam e que nem com muito mel me passam. A Dina Aguiar é uma delas. No maravilhoso programa "Portugal em Direto" (como é que se lê esta merda? Dirêto? Di Reto?), abundam notícias de grande interesse "cultural e social" como as actividades dos idosos no lar de Estarreja.  Adorei a reportagem mas gostaria de deixar uns reparos mínimos e que não dizem respeito ao Acordo Ortográfico que sei que, orgulhosamente, já utilizam.

  • Primeiro: Não se "dá asas" a nada a não ser no Red Bull. Dá-se "azo a ". É muito complicado? Eu explico novamente. Serem ignorantes dá azo a passarem por estúpidos.

  • Segundo: Ó Dina! Repete lá comigo: soli..dari...edade. Mais uma vez. Outra. Não é soli...berlu, berlu, berlu...edade, solidrade ou so...hmmmm...hmmm..dade. Está bem? Não é complicado e repetes a puta da palavra dez vezes em cada programa.

  • Terceiro: À menina que estava a entrevistar idosos , gostaria de lhe dizer que os idosos não estão "relutentes". Nem reluzentes. Poderão estar relutantes em falar contigo mas isso é outra história.

Continuando e porque sou um gajo, ou gaja dependendo de quem avalia, com muitos predicados, também sei fazer contas. Eu sei que é fantástico mas eu nasci numa altura em que se aprendia a tabuada. O que é isso? Ah, não interessa. É parecido com a calculadora do Windows mas em papel. O que é papel? Opá, é aquilo com que te limpas!

E, sendo assim, fiz as contas ao contributo que damos para a taxa de audiovisual nas contas da EDP. Quatro euros e meio por 4 canais de televisão e pela merda da telefonia que nem sequer ouço.  Tenho algumas dúvidas aqui. Na Zon, por exemplo e porque gosto das mamas da gaja do anúncio com o Nicolau Breyner, 111 canais de televisão, 100 megas de net e chamadas ilimitadas para um porradão de sítios custa cerca de 50 euros. Pelos preços da factura da EDP, somente a televisão ficaria em cerca de 125 euros. Interessante. E quem não ouve a merda da telefonia e já paga o serviço a um operador qualquer? Paga duas vezes? Vão roubar para a casa da senhora que vos deu à luz e que prestava favores sexuais a troco de numerário.

A nota seguinte refere-se a duas senhoras e será tão breve quanto elas deveriam ser na minha vida. Heloísa Apolónia e Ana Drago: Foda-se, calem essa boca!

Parece que só disse mal de mulheres mas não é verdade. Elogiei as mamas da rapariga da Zon. E sim, diz-se e escreve-se mamas e não seios. Da mesma forma que se diz a minha mulher e não a minha esposa. A expressão esposa faz-me sentir como se tivesse bebido um litro de abafadinho de penalty misturado com um quilo de açúcar.

E assim se volta à sacarose. Sou bom nesta treta de saltar de assunto para assunto. Será que alguém me quer contratar como o gajo da continuidade nas novelas portuguesas?
Torno a dizer: sou um gajo doce. Ou uma gaja dependendo de quem avalia.

É pau, é pedra, é o fim do éclair

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Não gosto de fechos éclair. Nunca gostei. Não fecham bem, avariam-se e são inestéticos. Quem, como eu, ainda é adepto das Levi's sabe bem que com botões é que é.  Bem, sei que a Tangerine tem a sua razão quando fala de idas ao cinema e exercícios de distensão peniana dissimulados. No entanto, eu vejo os meus filmes em casa. São mais baratos e, com o dinheiro dos bilhetes, ainda bebo uma garrafa de conhaque. E, estando em casa, quero lá saber se são botões, fechos éclair ou colchetes de soutien. Tudo se abre e tudo se rasga.

Foi na minha casa que a expressão "sempre a rasgar" foi inventada, já agora. E, por falar em invenções e rasganços, amanhã é dia da liberdade. Sim, vou já fazer um discurso sobre os gajos de Abril, Grândola e a festa do Avante. Vou já mas não é já agora. Prefiro lembrar que é um dia de aniversário.
Amanhã fazem anos pessoas notáveis como o Al Pacino, a Renee Zellweger, o Jason Lee da série "My Name Is Earl" e seria também de outros, entretanto já falecidos, como Guglielmo Marconi e  Ella Fitzgerald.

Quem também estará sempre a rasgar, no dia 25 de Abril, será a Tangerine que celebra uns anitos desde que nasceu. Parabéns à gaja e que conte muitos. Desejo-lhe, desde já, um feliz aniversário, boas idas ao cinema ou a outro canto igualmente escuro e fechos éclair com fartura.

Quanto a mim, pobre coitado, fico-me com os éclaires de chocolate da pastelaria Capote e, no que diz respeito a tocar orgão, toco o meu e já não é mau. Sempre ouvi dizer que cada um deve brincar com o que é seu.

VIVA O ZIPPER.

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Bom dia, ha uma coisa que gosto imenso. Abrir o Google e ver que dia e hoje, sim porque o Google da-nos sempre uma perspectiva diferente da nossa vida, uma pessoa acorda a sentir-se bem e depois abre o Google e ve que e o dia do Holocausto!!! Humanos miseraveis.
Hoje nao e mau. E o dia do Gideon Sundback alguem que foi responsavel pela invencao do zipper (fecho eclair, bem mais bonito) da forma como o conhecemos, porque na verdade o conceito foi mesmo inventado por Whitcomb L.Judson. Portanto ha que dar as boas gracas a pessoas que tornam a nossa vida mais facil e divertida, os botoes eram enfadonhos e nao percebo quem ainda os usa, a nao ser que sejam camisas, brancas, tamanho XXL numa ruiva com sardas e com os seus delicados dedos a desabotoar um a um...tirando isso deviam de acabar. Nao fazem barulho, nao entalam peles ou pelos, uma seca! E tao bom estar no cinema e de repente querer por a mao dentro das calcas do nosso companheiro/a e comecar a abrir o zipper de mansinho para ninguem ouvir...mesmo que so estejam os dois a ocupar a sala de cinema com capacidade para 200 pessoas...o eco e fodido! O zipper e bom para quando se esta mega aflito ir a casa-de-banho o abrir a forca e depois do alivio se perceber que ficou estragado "Logo hoje que vim de top curto" e depois ou se compra umas calcas novas ou se da entre 7 a 10 euros para alguem desfazer as pressas, mas antes disso ha que andar o dia todo a mostrar as mimosas (flores) que ocupam a parte frontal das cuequinhas a la lolita! Uma coisa que me irrita sao as pessoas que usam palavras ligadas aos botoes para os zippers "desabotoa-me o casaco"..."para isso era necessario ter botoes, e "dezippa-me" ou va "fecha o eclair".

PS. Peco desculpa pelas varias dimensoes das letras, nao sei bem o que fiz e como sou uma nodoa daquelas que nem com glutoes do presto desaparece nao consegui por tudo do mesmo tamanho!!



Edição: Toma lá, Tangerine. Já está tudo do mesmo tamanho. Basta fazer como no cinema: abrir o fecho e meter a mão dentro das calças. Medinos.


Resposta a Edicao: Eu fiz isso hoje de manha...ah mas nao tinha zipper, era so mesmo elasticos!!!! Tangerine

Medinos versus Tangerine sobre casamento

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 Medinos

Ontem tinha um texto lindo. Lindo de morrer. Com palavras caras que aprendi de propósito para dar um ar cool. Tudo isso foi ontem. Hoje, já bebi duas garrafas de vinho e cada vez que olho para o lado direito do Facebook, nas "Fotos de amigos", aparece a Tangerine com umas meias rendadas a mostrar a sua sublime tranca. Algo que, suponho, seja atraente para quem goste de gajas. Felizmente, não é doença que me afecte.

As condições são, assim, adversas para falar de casamentos. Apetece-me mais ir ver japoneses, vestidos de colegiais, a descascarem-se. Mas vamos tentar. Go Tangerine, go! It's your turn.
Tangerine

 Eu não acho o casamento um tema muito arrojado, não e uma coisa que eu diga "vais-te casar? Que parvoíce". As pessoas casam-se e descasam-se,assim sem grandes preocupações a não ser quem vai ser o chefe de cozinha ou o fotógrafo ou a banda pimba, quem da família é que posso tirar sem ferir susceptibilidades, como não é para sempre não tem piada nenhuma. Giro giro era as pessoas terem de escolher alguém para a vida e depois terem de se lembrar diariamente porque e que se apaixonaram por aquela pessoa. Giro giro era as pessoas deixarem de se casar para ter filhos, ter dinheiro, sair de casa, não ficar sozinho e casarem-se porque estão cheias de tesão e querem uma noite entre um vestido branco e umas ligas, sexo ate de manhã e no dia seguinte chamarem "maridão e esposa" a morder os lábios e a olharem um para o outro por baixo do sobrolho.

E agora há quem diga "ah mas há coisas que só depois de se estar casado...patati patata"...desculpem mas não acredito nisso, essas "coisas" estão sempre nas pessoas, nos pequenos pormenores, ninguém muda e ninguém disfarça por muito tempo os podres, quem não vê é porque não quer ver."

Medinos

 Tangerine, as pessoas bem tentam lembrar-se porque é que se casaram. Infelizmente, a memória não é algo que esteja na moda. Vivemos num mundo em que as pessoas convenientemente se esquecem de tudo. Até de amar ou de como amaram. Restam-nos as relações de Verão para ir disfarçando essa solidão. O problema dessas relações é que são como ires às compras às lojas dos chineses: até acabas com algo girinho que não era bem o que pretendias e que, a longo prazo, vês que não te serve para nada.

Tangerine

A  longo prazo??? Tendo em conta as tuas relações o teu longo é bem limitado.

Medinos
As minhas relações duraram centenas de dias. Os dias são é muito intercalados. E a tesão...ah, a tesão...não existe maior tesão que o entrelaçar de dedos na primeira vez. Tudo o resto é mera foda inconsequente.

Tangerine


 Então tu preferes a loja do chinês ao comercio tradicional?

Medinos
O que eu prefiro é black stockings. A ti não te ficam mal mas num camionista musculado e com cheiro a Diesel é o céu. E, tal como comer, temos que ir sobrevivendo. Se não vais ao tradicional, vais ao chinês. Passar fome, a partir de certa altura de abstinência, deixa de ser uma opção. "

Tangerine
Eu também prefiro o romance...e já fui algumas vezes ao chinês ate ter descoberto que eu sou apaixonada pela minha mão direita, e pela esquerda também, mas a esquerda é só acessório, a direita é que faz tudo.

Medinos

請吃我 

Tangerine

O que se passa??

 Medinos
Tento passar por chinês... acho-te muito masculina hoje.

A minha mão direita não sabe respeitar o princípio básico do casamento: dar e receber. E eu habituei-me muito a isso no meu único casamento, dar uma opinião e receber um grito.
Tangerine
Como é que te aborreces de tal maravilha?? Algo que te dá o tempo a velocidade precisa? É como uma pessoa enjoar-se de Maltesers, ou de After Eight (mmmmmmmmmmm mmmmmmm)

Medinos

Eu disse que me tinha aborrecido da minha mão. Nunca falei da tua. Ainda por cima mão de gaja...

Tangerine
Ah, podes não acreditar mas eu tenho um imenso jogo de sedução com a minha mão, porque na verdade quando fecho os olhos ela não e bem a minha mão...e as vezes finjo que não quero, mas depois quero, mas não quero, mmmm quero. Não estávamos a falar de casamento?"

Medinos
Falava-se de casamentos, sim. Ouvi dizer que existem casamentos que resultam. Que as pessoas se amam perdidamente. Que querem ter múltiplos rebentos e passar a tarde no IKEA para não comprarem nada mas gamarem uns lápis e umas fitas métricas. Até que dão jeito. Tudo isso já ouvi. Agora ver, ver mesmo a sério e comprovar que é verdade...

Tangerine
Sim eu também acreditava nisso, dava o exemplo dos meus avós, ate descobrir que o meu avô andava a assobiar por entre a janela do carro às meninas...lixado no dia em que me assobiou a mim, como ele já não vê bem nunca percebeu que era eu.

Medinos
Suponho que já usasses black stockings na altura? Um assobio plenamente cheio de sentido diria eu.

Tangerine
Sim, foi a semana passada.

Medinos
E ainda há outro detalhe nos casamentos que não faz muito sentido...a posse. Para quê possuir quem se ama? A não ser possuir por trás, agarrando nos cabelos com uma mão e dando umas palmadas nas nádegas com a outra. E, desta vez, até pode ser a mão direita a fazer esse trabalho. Tudo com black stockings, obviamente.

Tudo o que é necessário no casamento é desinteresse pelo que o outro faz e algum desafogo económico. Depois o sucesso está garantido. Mas não é uma paixão. Não é nitroglicerina. É uma merda dum braseiro que deixa as sardinhas mal passadas.

Tangerine
Acho essa a parte mais bonita do casamento aka amor. A posse, "és minha", quero-te, não te empresto, não abdico, as discussõezinhas por merdas e depois agarrar no pescoço, morder os mamilos, a ciumeira, a obsessão, adoro obsessões...se não for fogo posto não presta...quais sardinhas mal passadas? Vai de sardinhas esturricadas e comemo-nos um ao outro.
Medinos
Infelizmente, não funciona assim para sempre. O casamento tem isso: é sal na tua plantinha. Depois de uns tempos, vai-se a tesão e fica simplesmente aquela vontade de silêncio. Cansas-te das sardinhas, carapaus e procuras é uns linguados com a vizinha do prédio ao lado. Espera! Apaga tudo para trás! Disseste para nos comermos um ao outro?

Tangerine

 Gostaria de alguém que me lesse uma historia ao ouvido todas as noites e me dissesse que "esta tudo bem" quando o meu mundo esta a ruir. Alguém que eu sinta que morro hoje se essa pessoa morrer, que morro amanha, que morrerei sempre se um dia deixar de lhe poder tocar, alguém que queira meter mochila as costas e criar um mundo nosso. Caso-me por quem eu me mate.

Medinos

 Ah! Paixão! Não é casamento, lamento. No casamento, matas o gajo se ele não carregar a mochila e deixar o teu mundo sossegado. E tu morreres? Fora de questão! A não ser que isso seja a derradeira forma de chatear os cornos ao marido. Nesse caso, vale tudo. Sabes porque é que não funciona?

Tangerine
Paixão e casamento. Paixão e casamento. Paixão e casamento. Se eu me casar e não poder ter paixão todos os dias vou estar lixadíssima, quero aquela pessoa para mim para a ter entre as minhas pernas todas as noites e dizer que a amo mais que o universo enquanto ela se vem.Diz lá porque e que não funciona?

Medinos
Só precisa de duas coisinhas: Liberdade e verdade absolutas. Sem mácula. Sem omissões ou desvios. Mas, tal como no filme, o que acontece é que as pessoas ""can't handle the truth!". E não funciona.

É uma pena que se fale tanto de liberdade e verdade e ninguém seja capaz de as praticar na sua vidinha mais caseira. As pessoas adoram prisões, mentirinhas e infelicidades. Tudo isto é tuga, tudo isto é fado. Toca a sofrer e ouvir o Sol de Inverno da Simone.
Depois disso tudo, e pegando nas tuas ejaculações, a eternidade passa a ser o tempo que dista entre eu me vir e ela se ir (embora).

Mas, tudo isto é mentira. A verdade é só uma: não funciona porque o mundo tem poucas black stockings.




BA VS Bairro Alto

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Depois de ler o artigo escrito pelo Medinos acerca do Bairro Alto fiquei cheia de vontade de elaborar o texto acerca do casamento. E que o amor pelo Bairro Alto e como o casamento, algo que nao se explica. E mesmo assim ate sou capaz de arranjar mais explicacao para o casamento porque infelizmente existe quem se case por tudo menos pela inutilidade de amar. Sim, porque a partir do momento em que se ama por alguma razao, nao se ama de todo, nao ha utilidade no amor. (ponto) Mas eu estava a falar do Bairro Alto (e sem abreviatura). A razao pela qual eu gosto do Bairro Alto e so uma, porque sim, e eu nao sou nem de esquerda nem de direita (muito menos centro), pseudo-intelectual ou pseudo-alternativa - apesar de estar a ouvir "Ben Howard" e de o estar a ver a cantar ao pe da piramide do Louvre - eu sou a miuda que vai agarrar na cerveja mais barata e vai para a rua beber e fumar e meter-se com as pessoas enquanto fala com os amigos. Nunca tive dias maus no Bairro Alto, talvez porque os meus dias maus tambem sao tao maus que eu enfio-me debaixo dos cobertores a espera que o tempo passe que haja uma explosao atomica e termine tudo. Gosto do Bairro Alto, gosto de tudo no Bairro Alto. Gosto do Bairro Alto quando nao ha espaco para andar, de noite, gosto do Bairro Alto de tarde com alguem podre de bebado a dizer "hey want some grass, good stuff" e de ver as diferentes lojas, gosto no Verao, Inverno e nas assim assim estacoes. Quem fala do Bairro Alto como se fosse uma elite nao percebe nada daquilo e quem la vai convencido que o Bairro Alto pertence a uma elite, tambem nao percebe nada daquilo. Que outro sitio em Lisboa e que comporta mais pessoal por metro quadrado a vender flores congeladas e oculos com luzinhas???? Que outro sitio em Lisboa e que tem Capuchinhos Vermelhos a vender bolos??? Que outro sitio em Lisboa e que tem caipirinhas de meio litro por 4 euros (sim elas existem)??? Que outro sitio em Lisboa e que vende um grama de coca por 50 euros e depois era um pedaco de guardanapo artisticamente dobrado??? Pois e...Medinos se quiseres que te faca uma visita guiada pelas ruas do Bairro Alto e te mostre as suas maravilhosas decadencias, estou a tua disposicao!

Bairro Alto

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Ouvi dizer que o próximo texto será um diálogo entre o Medinos (sim, eu falo na terceira pessoa como os jogadores de futebol) e a Tangerine. O tema parece que é o casamento.

Sempre é melhor do que falar na corveta e na fragata que seguiram para a Guiné. Já imagino os guineenses aterrorizados: "Uuuuuuuui, uma corveta tuga!". Entretanto, o António José Seguro vai dizendo que o governo anda à deriva esquecendo-se ele que o seu antecessor já naufragou tudo o que havia para naufragar. Sobram os submarinos do Portas no Tejo e os submarinos do irmão Portas no Bairro Alto. Sempre gostei de um bom bagaço espetado numa caneca de cerveja. Não o censuro. E fica bem. Um bom B.E. tem que saber ser um bom B.A. também. Faz parte. É in. É um soviet chic versão Tony Carreira. É o que o nosso país merece.

Ser Bairro Altista é uma profissão. E ir contra eles é um jogo perigoso. Quase como que nos revoltarmos contra a Grande Loja Legal de Portugal da maçonaria. E ainda com uma agravante: és careta. O facto de teres mais anos de Bairro Alto do que eles de vida não vai pesar na adjectivação. Careta, ultrapassado e bimbo. E o que eu odeio Bimbo. Nem é pão nem é bolo. Algo assim como os B.A.s, nem carne nem peixe. 

Um bom Bairro Altista é de esquerda. Fica bem. O mais próximo que têm de marxistas é o vodka do Lidl mas, mesmo assim, gritam comunismo a plenos pulmões. Acho bem. Isso e t-shirts do Che Guevara misturadas com camisas que a mãe comprou na Pull & Bear, esse marco comercial do comunismo em Portugal. E na música? Ah, a música...a música é algo envergonhado. Não podem confessar que gostam de um popularucho. É mainstream! Yeiiic! Que nojo! Mainstream é o novo adjectivo para foleiro. Não pode vender. Que horror. O que é bom, é descobrir uma banda qualquer que tenha 21 likes no Facebook e 2 no Youtube (um do autor e outro da namorada). Ah, sim! Esses gajos são muito fora! Cool! Banda do ano! Acho que os ouvi no Suave. Não foste tu Sofia Morais...

No entanto, eu só queria dizer que eu e a Tangerine estamos a preparar um texto. Não sei se ela já se embebedou ou se drogou ou, sorte das sortes do alvo, pinou alguém. Não sei. Eu estou sossegado e cheguei agora a casa. Ainda não fiz Alt+Tab com o site de porno mas pouco falta.

Tenho uma certa curiosidade em saber como duas japonesas se desenvencilham de um dildo, uma garrafa de aguardente de arroz e vinte convidados.






Nota (24 de Abril) :  Não sabia que o Miguel Portas se encontrava doente. Requiescat In Pace.





Bídolos

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Não sei se os estimados leitores deste pasquim repararam mas os textos não são assinados. Há uma razão para isso. Como sou bastante feminino, tenciono ser confundido com a Tangerine. Experimentei que ela usasse umas calças e deixasse crescer o buço mas, mesmo assim, não enganava ninguém. Eu avisei-a que um litro de silicone em cada mama não iria passar despercebido mesmo com um bigode de minhota. Na melhor das hipóteses, parecia o Goucha antes de cortar o bigode. E mesmo esse, não consegue ser masculino. Vestir-se com cortinados da Moviflor também não ajuda muito.

Sendo assim, deixei a Tangerine continuar a passear as suas black stockings para delírio dos voyeurs e fui fazer uma depilação integral. Optei pela integral porque não sabia qual escolher e porque integral é o pão que eu mais gosto. Pensei que fosse uma depilação mais saudável. Correu bem, apesar de tudo. Sinto-me mais leve, mais limpo e mais Cristiano Ronaldo. O objectivo era ficar mais Ruth Marlene mas Cristiano Ronaldo já é suficientemente feminino para mim. Não posso querer tudo de uma vez.

Felizmente, tenho uma cintura linda. Invejável. O próximo passo é ir visitar a Salsa, a Bershka e a Zara e preparar-me para ir aos Ídolos. Sou um admirador da Bárbara Guimarães. Sempre foi a minha personalidade favorita na cena musical. Um verdadeiro marco da Música Moderna Portuguesa. E ainda tem lá o Toni. O máximo! Ó Toino, desculpa lá mas não sei se Toni é com "i" ou "y". Passo a tratar-te por "Carreira". Ou autocarro como se diz aqui no sul.

Ora bem, o Carreira, a Babá, o gajo com fotofobia e o Ranzinza dos Sete Anões. Vou brilhar, certamente. Falta escolher o tema a cantar. Acho que vou ser original e cantar algo do Rui Veloso. Ou da Whitney Houston, depende do que levar vestido.  Ou, então, não escolho nenhum destes dois e opto por um artista que ainda esteja vivo. Não sei, não sei...Tomar decisões é algo que me deixa nervoso. E quando fico nervoso, como. E, se comer, adeus cinturinha para jeans da Salsa. A Tangerine, e os seus suicídios por ingestão em demasia de bolo de chocolate, sabe bem do que falo.

Parece que a próxima fase dos Ídolos é em Tróia. Ainda bem que optei pela depilação integral. 

P.S.: Também sei escrever palavras começadas por bi. Olhem que título tão bonito.





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Quero desculpar-me desde ja por nao ter dado boas vindas a ninguem. Gracas a deus (deus exactamente sem maiuscula, pela falta de crenca mas ainda assim gosto da expressao, faz-me lembrar as beatas de cruz nos decotes voluptuosos) que o Medinos esta ca para colmatar as minhas falhas, ele que ja e experiente nesta coisa de escrever e ser lido...algo estupidamente novo para mim tendo em conta a minha idade e a paixao pela escrita!!! Gostava contudo de salientar que eu gosto de fazer coisas, gosto muito de fazer quase tudo desde que isso nao inclua ter de aturar pessoas parvas...portanto se calhar do quase tudo que gosto de fazer fico com um quase nada! E que as pessoas nao entendem e acham que eu nao sou uma pessoa resolvida. Eu sou, mas  os outros afectam-me e magoam-me, nao sou impermeavel, e apesar de isto me trazer bastante sofrimento e estes dias agudamente escuros onde as vezes me envolvo e permaneco confortavel embrionaria como se estivesse num ventre escaldado e fofo, nao trocava a minha maneira de ser com nenhuma outra. Nem com a de Medinos que me seduz pela sua explicita badalhoquice e drama que adoro. Acho que no drama estamos bastante perto um do outro. O que nos afasta e que eu tenho dias bons. E os meus dias bons sao mesmo bons e nao dependem de ninguem! Nascem assim. Ja me disseram que me devia medicar. Que talvez seja bipolar...eu sou de facto bi, mas a palavra seguinte nao e polar. E nao me defino por ai. Nao gosto de sexos, gosto de pessoas. E para isso nao e preciso medicacao, para a polaridade nada como drogas licitas e ilicitas para baralhar o sistema nervoso e me deixar...na mesma!!!!
Medinos, se precisares de camera woman diz, apesar do C-B me meter um pouco de impressao e tu seres muito mal empregue a empandeirar aquilo!

Bem vindos, espero que desfrutem e usem as nossas palavras para vosso proprio prazer.

Cortés, Corto Maltese, Tomás, Dexter e Tangerine

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O meu grande amigo Tomás Silva escreveu o seguinte (Gosto do nome Tomás. Dá um arzinho credível de rapaz de bem):

"Enquanto Tangerine escrevia, Medinos declamava. Medinos inventava e Tangerine reclamava. Assim surgiam ditos e escritos de um duo que mais parecia um trio, não fosse pelos delírios de um, a acidez de outro que ora se juntavam para criar ora se separavam para pensar. No meio do dito e não dito, assim surge um blog solenemente escrito. Era uma vez uma tangerina que de doce não tinha nada
Era uma vez um homem que de tramas conhecia tudo.
Era uma vez um blogue para o que nunca foi escrito.
Era uma vez..."

Sempre me considerei uma pessoa cortês.  Não o Cortés que andou a chacinar astecas mas igualmente marinheiro. Um Corto Maltese com as suas alucinações, paixões e dissabores.
No entanto, não é a cortesia que me faz escrever. Após o texto da Tangerine, vi uma óptima oportunidade para me colocar em cima dela e aqui estou. Incha, Tangerine!

Eu sei, eu sei...não foi dos meus melhores momentos mas, sem agrura, a doçura é tão enjoativa como uma manhã da TVI.

Segundo o Tomás, percebo tudo de tramas. É verdade. Do macramé ao ponto-de-cruz e com uma paragem nos bilros, não há trama que eu desconheça. Isso e saber de cor os nomes de todos os personagens das duzentas e cinquenta e quatro novelas que passam nos 4 canais abertos. É um dom, eu sei.

Brevemente, irei dedicar-me aos vídeos caseiros como o meu amigo Castelo Branco e aí irão ver o que é talento. Obviamente, que não me irão apanhar tão mal vestido. Podem é apanhar-me drogado como a figura pública em questão disse estar. Aparições públicas ou aparições púbicas ou somente aparições, são coisas que ainda não assombram o meu caminho para a fama e dinheiro fácil. Lá chegarei.

Neste caminho, vem a dexteriana Tangerine conhecida entre os amigos como Suicidal Cupcake. Ambos gostamos muito da mesma coisa e trabalhamos muito para isso: não fazer a ponta de um corno.

Bem vindos ao blogue.

Blog e etc.

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Que belo dia para se iniciar um blog. Hoje foi um daqueles dias em que a linha do comboio me pareceu a coisa mais sedutora do universo. Tive de dar tres passos para tras e sacar de um cigarro e falar comigo por um bocado para tentar colocar as minhas ideias suicidas novamente na gaveta cerebral onde pertencem. Quando cheguei a casa tinha um bolo feito e uma faca pronta para cortar uma fatia e o meu instinto foi olhar para os meus pulsos. "se eu um dia me suicidar vai ser assim"...foi o meu pensamento imediato. Pousei a faca e nao cortei pedaco nenhum do bolo cheiroso. Morrer ou escrever num blog? Quando estas sao as hipoteses a escolha e facil. Portanto nao e que eu esteja aqui meio obrigada mas normalmente prefiro estar a fumar e a beber gin do que sentada numa cama que me da dores nas costas a escrever. O bom-bom e que ao menos nao estou sozinha nisto, sempre da uma certa motivacao. Quem sabe um dia esta merda nao venha a ser famosa e eu possa ate ser paga para andar deprimida...quem sabe nao venha ate a beber gin com anti-depressivos e possa morrer descansada da vida sem ter feito nada por isso e depois apareca nas capas de revistas e apanhem tudo o que tenho escrito e publiquem, dai para um bestseller e um filme e so mais um passinho de bebe!! (peco desculpa a falta de pontuacao mas o meu teclado e ingles e eu nao tenho paciencia para codigos e copy-past de letrinhas com acentos e cedilhas).

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