Nonsense consensual em forma de blogue.
Criado no dia 22 de Abril de 2012.

Porque não!

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O mundo dos humanos é parametrizável em tudo desde a sua génese em que alegres homo habilis (em inglês gay homos) se comiam à canzana numa tentativa, aparentemente bem sucedida, de perpetuar a espécie.

Já nessa altura, calculo eu, os habilidosos acertassem os parâmetros da sua conduta de forma a serem parte duma tribo e, quiçá com um pouco de sorte, os reis da senzala. Perdoem-me o angolismo mas eu sou da Costa de Caparica e já é uma sorte eu não escrever em brasileiro. Além disso, como todos sabem, se alguém quer ter algum sucesso em Portugal, convém gritar a plenos pulmões que se lembra dos cheiros de África embora tenha saído de lá ainda como projecto nos tomates do pai. Eu, pobre oriundo de Lisboa, não me posso dar a esses luxos de hipócritas saudades do terceiro mundo e só me lembro dos eléctricos e do salão de jogos perto do Largo do Rato. Cheiros, só dos escapes dos automóveis quando ainda não existiam inspecções obrigatórias.

Mas parametrizei-me. Afinal de contas, também quero provar um pouco da caça da tribo e tenho medo de ser excluído da sociedade. No entanto, com maior ou menor medo, sei dizer que não. E se me perguntam porquê, eu, tal e qual uma criança que ainda não foi parametrizada, respondo:


- Porque não!


Porque não, porquê?” É preciso um porquê? Talvez porque não me apeteça, talvez porque seja a minha escolha, talvez porque eu ache, do fundo do coração, que são todos uma carneirada nojenta e que a espécie evoluiu dos homo habilis para os homo carneiris.
Marrem comigo à vontade, repito que tenho medo, mas marrem. Não vou perder o medo mas também não perderei a coragem de dizer mais uma vez:


- Porque não!


"És muito imaturo." Sou, sim. Talvez ainda por parametrizar. Talvez morra assim. Sem memórias falsas e sem me subjugar. Greves? A greve começa em abdicares do que a sociedade te convenceu que é necessário teres para ser feliz.

E, assim, em vez de gritar por revolta e greves eu grito:


- Abdica!


E, se me perguntares porquê, eu respondo:


- Porque sim!




O que é que eu vou fazer quando for pobre

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 E, como não há feira popular que não dê em farturas, temos mais um autor convidado: Victor Figueiredo. Um desabafo sobre a pobreza que também se poderia chamar sem moedas não há voltas no carrocel.
 
 

 
Este desabafo podia chamar-se:
“O que é que eu vou fazer quando for pobre.”

Ando um bocado cansado de ouvir uma data de gente a dizer-me o que devo fazer quando for pobre, sendo que nunca fui rico.

Antes, quando éramos ricos, tínhamos aqueles outdoors de 50 em 50 metros "descapotável, ganda bomba, caça-grelos garantido, só 20 euros (em letras miudinhas, "por dia").
Depois eram aqueles gajos dos bancos a ligarem "cartão de crédito para si que é um cliente muito especial,
crédito ilimitado e tal, vá lá, compre, gaste, consuma que a gente empresta e isso de pagar logo se vê".

Agora, que vamos ser pobres, são os políticos, "emigrem, saiam da zona de conforto, não sejam piegas, vão para o desemprego que pode ser uma grande oportunidade, comam pastéis de nata para salvar a Nação" e tal, e aquela senhora que me alertou para o facto de não poder comer bifes se não puder comer bifes e que tenho de lavar os dentes de torneira fechada.
Ando um bocado cansado que me digam o que devo fazer quando for pobre, repito. Sendo que nunca fui rico.
Agora, até aquele senhor Arcebispo de Braga diz que a Igreja "não tem por vocação descobrir os caminhos que se devem percorrer enquanto sociedade" mas, como as Tentações do Púlpito (escrevi com letra grande porque acho que daria um bom título para um quadro de Bosch) são demasiado tentadoras lá vai dizendo que é necessário "reconhecer que há coisas que são desnecessárias, supérfluas, que se passam bem sem elas". Este Arcebispo deve ser Franciscano. Fui ver. Não é. É do Vaticano mesmo, aquele síto onde também rejeitam muito o supérfluo.

Estou mesmo cansado que me digam o que devo fazer quando for pobre. Sendo que... já sabem.

O arcebispo de Braga salientou ainda que "a questão do desemprego é muito preocupante" e que existe hoje "muita gente a acordar todos os dias com este enigma diante dos olhos". Esta declaração tem o seu quê de enigmático, sim. Primeiro, pode significar que a pessoa foi despedida durante a noite porque adormece empregada e acorda desempregada ou pelo menos com o "enigma" do desemprego. Nunca tinha visto o desemprego como um "enigma". Como uma oportunidade, sim, já nos disseram que pode ser, agora, um"enigma"... mas acho que já percebi. Como um sacerdote nunca fica no desemprego essa é uma situação deveras enigmática, para o próprio.

"A austeridade passará por aí e teremos que nos habituar a ela". Ah que cansaço. Obrigado a todos pela preocupação. Obrigado por terem a bondade de me dizer o que fazer quando for pobre. Sendo que e tal, né? Obrigado as estas pessoas cujo mister parece ser dizer a todos o que fazer quando formos pobres.

Supérfluo, caro Arcebispo. Supérfluo, senhora do bife. Eu sei bem o que fazer quando for pobre. Aliás, não há muito a fazer, não é? É essa a vantagem de ser pobre. Aliás, já me esquecia, eu nunca fui rico. Estou cansado que me digam e não sei quê.

O sangue que se derrama

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O sangue que se derrama
Que não seja em vão…
As lágrimas que são brutalmente derramadas
Que sejam do coração

A letra deformada, de uma canção
Arrebatada com impetuosidade
Pelos implacáveis tiranos da nossa sociedade
Que seja o retrato da nossa obediente nação

Que relate a imutável guerra
Padecimento doado pelo nosso sistema
Cravando nos rostos a animalidade do ser denominado homem
E com subtil rudeza vão se caracterizando “homens do poder”…

E assim a humanidade percorre caminhos ditado pela realeza capitalista
Que distingue os inocentes “pobres” pelos porcos “podres” de ricos….

E que a letra deformada da nossa canção
Seja um infindável retrato da nossa “bela” nação…

O Balde

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Sempre fui e sempre serei contra o acordo ortográfico. Tal não significa desrespeito pela forma de expressão dos brasileiros que tantas alegrias nos deram. E, vocês mentes mais impuras, não comecem a pensar em casas de putas.
De Governador Valadares, com muita amizade e orgulho, apresentamos o nosso primeiro convidado brasileiro: Bruno Corbelli
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Memórias em comandita

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Não tenho memórias no mercado de acções nem memórias em comandita. Não as partilho, empresto ou vendo.

São minhas.
Só minhas.

E, tudo que ia contar já não conto porque é meu. Lembro-me bem e vale mais do que ouro mas torno a dizer: não vendo nem empresto.

As memórias são minhas e tenho medo de as perder.

Mesmo que fosse para as partilhar contigo não o faço.

Tu és parte delas e elas são minhas.
Não as partilho, empresto ou vendo com medo de te perder também mais uma vez.

Boa noite

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Enrolei-me numa manta, trémulo e receoso, frágil. Abracei a almofada como se fosses tu e ainda murmurasses dorme bem.
Esticava as pernas e sentia-me a flutuar, encolhia-as e sentia-me a nascer. E apagava. Pagava por o que não era dito e por luzes que nunca acendemos no meio da nossa electricidade.

Boa noite, murmurei em resposta e algo sobre gostar de ti e de me aninhar. Procurava com a mão o conforto do teu peito, cerrava os olhos com força e imaginava-me no princípio. Lá não existiam terceiros nem segundas nem domingos. Não havia dias, nem sussurros. Era a altura de berrar livremente e jovem.

Envelheci. Envelhecemos. E, agora, não é tão fácil dizer-te boa noite.

Mas posso tentar.

Já deixei de contar

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Uma autora nova no M&T: Cris Oliveira ferra-nos o dente.

 

Já deixei de contar as vezes que ferrei os dentes em mim mesma.
Imaginando que eram os teus. Já me esqueci onde acabam os meus dentes e começa a tua boca.
É assim que me sinto ultimamente, o meu corpo enlouqueceu.
Pensa com o coração e sente com a alma.
A alma, essa que tenho que esticar para ver se absorvo algo de ti.
Saudades de ti, da soma de nós dois que já não cabe dentro mim.
Saudades dos momentos que não tivemos, dos beijos que não trocámos.
Saudades dos sitios onde não fomos.
É assim que me sinto ultimamente...
... que tens saudades de mim...

Rascunho

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Faz amor comigo.

Deixa o meu corpo e o teu resolverem aquilo que as nossas cabeças combatem. Deixa os nossos corpos se devorarem ate à última gota de suor.

Lucky Strike

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Há uns dias, enquanto a Nelma tomava a liberdade de me desafiar, eu optava por tomar um copo junto à praia. Cada um toma o que mais gosta e onde lhe sabe melhor.
Mas chega de estar a medir pilinhas com a Nelma porque vou obviamente perder.

Hoje, foi diferente.
Ao abrir a porta, sorri com a invasão de cheiro a chuva, uma lareira algures, terra molhada e merda. Hoje não vou à capital. Lisboa é como uma amante, gosto de lá ir mas quando quero paz é longe dela que me sinto bem.

Acabou a semana dos programas da manhã acompanhados de café e nicotina. Acabou a semana em que o Goucha dizia que se um tubarão lhe mordesse as extremidades ficaria empaturrado. Nunca imaginei que o Goucha tivesse uns cornos tão grandes. O mesmo apresentador participou nesta conversa:

- Cristina Ferreira: O que é uma pota?
- Goucha, ex-cozinheiro e wannabe mestre gourmet: É como um polvo.
 - Cozinheiro convidado não sei com quantos cursos: É da família do peixe.

  • Ó ignorantes de merda, será que ninguém sabe que a pota é quase a mesma merda que uma lula?

É com isto que tenho que levar durante a semana. Isto e as políticas sem sentido como as do Bloco de Esquerda. Com que então votaram contra os deputados do BE perderem o subsídio de férias? Sim senhor, belo exemplo da bancada da ganza e das casas de chuto. Depois, não se esqueçam de gritar a plenos pulmões que são diferentes só porque defendem as coisinhas mais populistas e evidentes como o direito à união de facto entre pessoas do mesmo género. A propósito disso, ainda me lembro do Chico Louçã dizer: “ A liderança do BE pode e deverá ser bicéfala com um homem e uma mulher como é natural.” Diz lá outra vez, Chico? Então? Andamos a resvalar para a tua odiada direita? Ou só fora da tua casa é que admites casais homossexuais?

Não tenho muito mais para escrevinhar hoje. Continuo a ficar admirado de viver num mundo onde as pessoas preferem ver programas de gordos a tentar emagrecer do que programas a alimentar quem tem fome mas eu sou um gajo esquisito e, se calhar, estou errado.

Até apanharia uma camioneta e iria até à minha amante Lisboa ver o que se passa mas um passe social é um quarto do ordenado mínimo. Coisa gira.

País de merda com gente de merda. E não, não estou maldisposto. Só não gosto de apanhar chuva quando vou comprar tabaco.








O Beijo

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Mais um texto da Alexandra Moreira com uma variação em Van Gogh, Klimt 'n Turner de Medinos a acompanhar.


O beijo deixou-a atordoada e mole. Como o primeiro cigarro. A cabeça vazia. Era suposto pelo menos algum excitamento, algum elã, mas ela só sentia um entorpecimento ínvio a percorrer-lhe o corpo. Não percebia.
-Que tens?
Não sabia explicar. Gostava dele até àquele beijo. Agora já não sabia o que sentia…as mãos dele percorreram-lhe o corpo docemente, quase a medo. Estremeceu do torpor. Pareceu-lhe
que acordava com lentidão para aquele jogo a dois, mas não. Encolheu-se.
-Não quero, sussurrou. Não sabia explicar mais nada. Só a negação e pensou “não gosto dele”.
-Porquê? Que tens?
Tantas perguntas. Não era evidente? A voz dele irritou-a. Não queria ser obrigada a verbalizar o desafeto. Não havia necessidade.
Saiu do carro de rompante. Ar fresco. Que bom!
- Que tens? Porque não falas?
Não tinha nada para lhe dizer que quisesse dizer-lhe.
-Não tenho nada para dizer. Não me apetece.
- Mas porquê?
A sufocar com as perguntas dele, quando afinal não havia mistério nenhum. Era só somar. Ainda dizem que as mulheres são complicadas.
- Leva-me a casa, por favor
Ele agarrou-a e beijou-a à força, como se pudesse com isso desenrolar o novelo. Ela não correspondeu. Impávida, repetiu
-Leva-me a casa
- Foda-se!
O carro correu a estrada no mais estranho silêncio. Dois seres que não se compreendem sem palavras é de uma tristeza atroz. Não foram feitos para um beijo quanto mais um para o outro.


Sacudir depois de usar

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Gosto de viver em Portugal apesar do sensato conselho de emigração que todos odiaram mas repetem diariamente nas tascas, autocarros e lares. Aparentemente, só o cavalheiro é que estava proibido de pensar que no estrangeiro existem oportunidades que por cá vão sendo cada vez mais escassas. Gosto do tinto, da praia, dos pregos mal passados e da jihad futebolística. Tudo isso me agrada.

Gosto dos ordenados miseráveis, dos autocarros apinhados de gentes e odores, do pouco que se trabalha e do muito que se protesta. Gosto do meu país.

Mas não gosto de arrivistas.

Um arrivista, para quem o conceito não é familiar, é um videirinho, um trabalhador árduo. Mas com uma diferença, qualquer meio serve para atingir os seus fins e não hesita em o usar para vigarizar o próximo. E, nesta época de crise, os arrivistas multiplicam-se mais depressa do que contas na caixa do correio. Entre eles temos a página de propaganda nacional-socialista do movimento Tugaleaks.

Escrito numa forma populista e repleta de erros factuais e ortográficos, até porque o seu fundador Rui Cruz não sabe fazer melhor, este movimento alegadamente revolucionário dispara para todos os lados com a vã esperança de ganhar a notoriedade suficiente que lhe permita ganhar mais uns tostões. E os habitantes do meu país do tinto e dos pregos vão atrás.

É a chamada carneirada e não me refiro a adeptos do pobre coitado que, literalmente, se espalhou em Camarate. São carneiros porque gostam do conforto que a agremiação lhes proporciona, porque não sabem ou não lhes apetece pensar, porque têm medo da impopularidade que divergir lhes pode conferir.

Os dogmas existem para ser demolidos.

Outra arrivista é a menina Conceição Bernardes, directora da EB1 n.º 2 de Quarteira, do Agrupamento de Escolas Dr.ª Laura Ayres que, posteriormente e para abreviar passará a ser referida como “estupor”.

Os pais duma criança de cinco anos tinham um valor em atraso referente às refeições que a escola fornece. E qual é a solução do estupor? Proíbe a criança de comer, proíbe que terceiros paguem a refeição à menina e senta-a junto dos outros que estavam a comer.
Segundo o estupor o problema está controlado. A maioria dos devedores regularizou a situação e quem não o fez tem ido buscar os filhos à hora do almoço.

E quem está a trabalhar a essa hora, ó meu estupor?
E quem não tem dinheiro e tem que ficar a dever?
E as crianças que têm pais idiotas, que ainda são muitas, e pagam pelos erros dos pais?

É uma escola pública, paga por todos e não te sai do bolso, pá! Também gostarias que os teus fornecedores te cortassem o crédito por, como todas as empresas do Estado, pagares mal e tarde?

Diz ainda, com um ar orgulhoso, que a menina recebeu um sandoca à hora do lanche. Nada mau. Desde as 9 da manhã até às 4 da tarde sem comer. Mas recebeu um pão com margarina.

Margarina, querida Sãozinha, era o que necessitarias enquanto eras estuprada por uma dezena de puros sangue lusitanos.


Nem tudo é mau. Na categoria das páginas de protesto temos o Pikamiolos.
Ao contrário do Tugaleaks, é isenta, escrita num português correcto e limita-se a informar sem fazer juízos de valor. Muito recomendável para aqueles portugueses que o único sítio onde puxam por Portugal é nos estádios de futebol e, fora isso, só sabem dizer mal e bebericar umas Sagres. Talvez ali aprendam o que é, e cito o Pikamiolos, um espaço de lazer, cidadania e reflexão.


Ser cidadão implica direitos e deveres. Mas antes do cidadão, existe o Homem. E um homem não é um carneiro. Nem tudo é preto ou branco e nas áreas cinzentas move-se quem pensa. Cuspir para o alto ou mijar contra o vento sempre foi má ideia mas é preferível do que atolar o livre arbítrio numa sanita pública.

Dos Anjos

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 E, no regresso, um texto da talentosa Alexandra Moreira.



O bar está cheio de mascarados. Já me empurraram meia dúzia de vezes. Não tarda salto-lhes ao pescoço e eles vão ver o que é real e o que é brincadeira. A cerveja é uma merda morna, sem vida. Noites destas são um insulto à minha existência.

- Queres dançar?

Olha a gaja. Quer dançar. Vamos à dança!

Sangue fresco, sangue novo. Rodopiamos. Não posso. Só enlatados. Esta cidade está cercada.

Diz-me o nome como se eu quisesse saber

- Sandra Vanessa dos Anjos

- Prazer em comê-la e em bebê-la, sussurrei-lhe ao ouvido. Ela estremeceu. Foi medo. Foi pleasure.

Depois largo-a na pista, solto-a numa das voltas, deixo-a a dançar em roda livre, cheira a suor perfumado, não me agradas mais dos Anjos.

Volto à morna. Espero a minha princesa negra e sombria. Como eu. E se não existe? E se não a descubro? Merda de cerveja. E se não? Condenado a rodopiar com Vanessas. Vou vomitar. Bebi demais.

O bar está cheio de mascarados e o único mascarado aqui sou eu.

Empate Técnico

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O telefone tocou. Três vezes. E ela pensou em nem pensar em atendê-lo. Era um jogo de resistência: o telefone a tocar a 4ª vez, a 5ª e ela agarrada à linha do livro, tantas vezes quantas o telefone tocasse. Até a linha do livro não fazer qualquer sentido e o toque do telefone também não. Como um empate técnico.

Na Solidão de um Ateu

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O texto de hoje é da nossa autora convidada Alexandra Moreira, uma pérola que nos foi indicada pela nossa leitora Mariana Machado Sezifredo e que, generosamente, aceitou partilhar connosco o seu talento. Bem vinda, Alexandra.

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Censurados pelo Facebook

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A nossa cruz, pelos vistos, feriu a sensibilidade de alguma ciberbeata e esta imagem foi banida da nossa página com a recomendação de revermos o resto das imagens sob pena de nova sanção. Sim, nem temos mais nada que fazer. 

Mark Zuckerberg, acólitos e beatas ofendidas, em bom português, vão levar na peida.

A Saga do Francisco (continuação)

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Tenho reparado que o Tom é o nosso autor convidado mais produtivo. De igual modo reparei que tem o mesmo apelido que a Tangerine. Cheira-me a cunhas e a tráfico de influências. 

Ainda bem, aí está mais um texto dele sobre as vicissitudes do Chico. Obrigado, Tom.

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Passados 2 meses

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Mais vinho irá correr. Obrigado a todos.
Medinos e Tangerine

Joe e a pornografia

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Prefácio (sempre quis escrever um mas, para quem não quiser ler, saltar para a parte com destaque a amarelo. Afinal de contas, o texto é do Joe e não posso ter um prefácio maior do que o texto do autor convidado):

Tem sido um Domingo produtivo. Acordei às 6 da matina, ninguém sabe muito bem porquê, vi metade dum filme e tornei a acordar ao meio-dia já convenientemente deitado no sofá da sala e perto do tabaco.

Verifiquei, com tristeza e consternação, que não tinha café. Optei por um chá preto que acaba por fazer o mesmo efeito: uma merda qualquer fervida para acompanhar o cigarro.

Claro que este ritual não estaria completo sem ir à janela refilar com os pombos, alimentar a minha mendicante gata que apesar de ter a taça cheia continua a miar por mais e, por fim, ler os pasquins desportivos online.

Ora, já que estava no computador e que a alternativa era a Eucaristia Dominical na TVI, fui até ao Facebook. E era aqui eu eu queria chegar.

Ah, gandas malucos! Então mais de meia centena de pessoas quer ver quatro horas e vinte minutos de pornografia em prime time na RTP1? Taradões! E ainda pensava eu que a tarada era a Tangerine. Senhoras e senhores, católicos, gentes de boas famílias, pais e mães de universitários, talhantes, carteiros e engenheiros, tudo uma vergonha.

E, seguindo as tendências da moda, hoje temos um texto do nosso autor convidado, o Joe Santos Rubio. Ele explica-nos, em detalhe, quais são as suas exigências para assistir a um filme pornográfico. Bem vindo, Joe!

Medinos

As minhas exigências para assistir a pornografia:
 
Têm de ser grátis, caso contrário mais vale ir ver um filme normal ao cinema. Pode também estar tudo peganhento mas há noventa por cento de probabilidade de ser apenas das pipocas alheias.

Não pode ter argumento, nem sequer aspirar a tal, de forma a não nos desconcentrar do nosso propósito. As cenas de ligação, sem acção perfurativa, não devem demorar mais de um minuto de molde a nos mantermos arrebitados.

Os intervenientes devem estar completamente despidos. Isto inclui máscaras, roupa de cabedal, Lycra ou látex, meias, sapatos, joalharia e fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim. Para ver pessoas vestidas vou à rua e seminuas vou à praia.

Os artistas masculinos nunca deverão usar preservativo pois para cenas deprimentes já nos basta a vida real.

As artistas devem ser atraentes, ter seios verdadeiros e esforçarem-se por parecer que não estão a fazer um grande frete.
Lamber objectos inanimados não é permitido mesmo os que supostamente foram desenhados para o efeito.

As cenas não devem envolver mais de duas personagens, uma das quais tem de obrigatoriamente ser do sexo feminino e, de preferência, não ser um animal doméstico. Isto não invalida que, de uma forma metafórica, vacas, cabras e porcas sejam sempre muitíssimo apreciadas, mais ainda quando se dá o feliz fenómeno do 3 em 1.

Urinadelas e outras descargas poluentes afins estão completamente fora de questão mesmo que na capa do DVD jurem a pé juntos que se trata de uma “ejaculação feminina” genuína e que o adubo é biodegradável e bom para a saúde.

O som é muito importante e não deve estar desfasado da imagem. A música de fundo ou os efeitos especiais sonoros não podem em circunstância alguma sobrepor-se à gritaria selvática natural do êxtase.

A imagem deve ter uma definição razoável (nada de coisas pixaladas), as cenas devem estar super bem iluminadas e os close ups não devem perfazer mais de 20% do total das imagens. Para ver coisas tremidas às escuras tenho o meu telescópio e os meus vizinhos.

Os intervenientes devem ter um mínimo de pêlo. Para ver pessoas glabras ia de voluntário para o IPO.

A língua utilizada deverá ser a dos próprios, embora não diga que não a umas frases, aqui e ali, em espanhol (europeu).

Pessoas de boca cheia não devem falar. É falta de educação.



1/2 dúzia de filmes asiáticos

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Hoje e de forma muito rápida e a despachar, meia dúzia de sugestões de ficar com os olhos em bico. Bons filmes.

 Batoru rowaiaru 

Battle Royale 

(Japão, 2000)



Agora que se fala tanto no The Hunger Games - Os Jogos da Fome, apresento o original japonês. No futuro, o governo japonês envia um grupo de estudantes para uma ilha em que somente um sobreviverá numa batalha entre eles até à morte.


Realizador:

Argumentistas:

Koushun Takami (livro), Kenta Fukasaku (argumento)

Protagonistas:



 

Hanyo
The Housemaid
(Coreia do Sul, 2010)


Eun-yi Li é contratada como empregada doméstica de Hoon Goh e da sua mulher grávida, Hae-ra Acaba por ser seduzida pelo patrão e assim vai decorrendo o filme, em clima intensamente erótico até que a governanta decide contar o caso à mãe de Hae-ra. Conseguirá Eun-yi Li lutar contra o poder e influência desta família e, ao mesmo tempo, limpar o seu nome?

Realizador:

Argumentistas:

Ki-young Kim (baseado no filme de), Sang-soo Im

Protagonistas:




Akmareul boatda

Eu Vi o Diabo 
(Coreia do Sul, 2011)

A última vítima dum serial killer é a bela Ju-yeon, filha dum chefe da polícia reformado e noiva, grávida, do agente especial de elite Dae-hoon. Obcecado com a vingança, Dae-hoon jura perseguir e matar o assassino da sua amada nem que seja necessário ele tornar-se num monstro também.

Realizador:

Argumentista:

Protagonistas:




Chugyeogja

The Chaser 
(Coreia do Sul, 2008)

Joong-ho, um ex-polícia, dirige um negócio de prostitutas mas alguém as anda a matar. Quando a última prostituta desaparece, ele lança-se numa busca para descobrir o que realmente se passa. E não é o que ele estava à espera...

Realizador:

Argumentistas:

Protagonistas:





Sai yau gei: Daai git guk ji - Sin leui kei yun

(Hong Kong, 1994)

A continuação das aventuras do Rei Macaco, viajante do tempo e com um destino glorioso a cumprir.

Realizador:

Argumentistas:

Protagonistas:



Yeopgijeogin geunyeo 

My Sassy Girl

(Coreia do Sul, 2001)

Filme baseado nos relatos reais que Ho-sik Kim colocou na internet a descrever a relação com a sua namorada.

Realizador:

Argumentistas:

Ho-sik Kim (livro), Jae-young Kwak (argumento)

Protagonistas:





Tuga Reactivo

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Deve-se deixar o karaoke aos que não sabem cantar e não conseguiram ser músicos. Não lhes resta muito mais na música e podem não estar dispostos a ser meros ouvintes. Sendo assim, cumpre-nos ser magnânimos e permitir que os menos dotados também se divirtam. Mais ou menos como quando eu jogo à bola e ceifo as pernas aos meus amigos mais próximos.

Os textos do Rui Cruz, fundador do Tugaleaks, são como uma noite de karaoke: são de outros autores e mal interpretados mas divertem o pessoal. E, já são mais de 13 mil pessoas que gostam da página do Tugaleaks no Facebook. Uma delas sou eu.

Opiniões divergentes fascinam-me e sempre achei graça à música original do Julian Assange que, por acaso, até nasceu no mesmo ano que eu. Já o karaoke do Tugaleaks, se não fosse o pretensiosismo e a forma bacoca de expressão até seria uma boa forma de entretenimento e eventual informação.

Não é. O ego do fundador só tem comparação com a velocidade a que debita chorrilhos de ideias pré-concebidas com uns ares de reacção não fundamentada. Percebo que dizer mal é uma boa forma de ganhar leitores e que o seu apelo é irresistível. Sou prova disso. Mas a diferença, caro Rui, é que eu sou mesmo assim: um gajo refilão, reclamante e que não gosta de disparates. Ou seja, não o sou para ter leitores, tenho leitores porque o sou. Além de que odeio karaoke.

Outra diferença óbvia, é que gosto de fundamentar as opiniões sem ter que recorrer somente ao insulto imberbe que todos apreciam. Bater na polícia, matar os deputados, pintar umas paredes e dizer mal de tudo o que seja uma instituição fica bem mas a generalização é idiota. Nem todos são maus e eu defender alguns não faz de mim um porco fascista nem afilhado do Primeiro Ministro.

Aliás, a partição dos assuntos e pessoas é essencial para uma análise clara e objectiva. Podemos não gostar duma sopa mas não significa que se odeiem todos os ingredientes. E muito menos que se teçam rasgados elogios à panela e se queira matar o fogão. É idiota, repito.

Interessante também é verificar que este dito movimento assenta na suposta liberdade de expressão e subsequente informação. Todavia, os comentários de quem discorda com a forma ou conteúdo do Tugaleaks são ferozmente obliterados ou imolados em nome da democracia. Sim, porque quem não concorda ou duvida é corrupto ou fascista.

Quem duvida do nosso sucesso é apenas quem APROVA a corrupção.
Abaixo os tachos!

Ou ainda...

O user Sophya tem ao longo de vários meses colocado comentários a atacar pessoalmente o fundador do Tugaleaks, Rui Cruz. A grande maioria nunca foram apagados. Até hoje.
Pelo facto, e em deliberação, os comentários vindos desse utilizador serão moderados daqui para a frente no nosso site.

E continua...

O Tugaleaks pauta-se para dar todos os dias uma informação diferente, sem alaridos ou femónenos semelhantes que estamos habituados nos media tradicionais.

Eu tento pautar-me por escrever com o mínimo de erros mas isso sou eu. E não tenho por hábito utilizar informação diferente, sem alaridos como a que, orgulhosamente o Tugaleaks ostenta:

Esta semana no Jornal O Crime á venda hoje:
- Luis Figo e tráfico de armas
- Familiar de Cavaco cheio de calotes (deve ser por causa da escassa reforma do presidente)

O Crime é de facto diferente. A revista Gina também era. Note-se ainda como é fácil denegrir a imagem de quem se escolhe como alvo. O familiar do Aníbal tem calotes. Filho da puta de aldrabão do familiar e, claro, do Aníbal. Caso não tivesse calotes, filho da puta do Aníbal que protege os familiares. Já estou a ver os comentários como “isto já parece a Máfia”, “corja” e aquelas vãs tentativas de humor como “Don Aníbal Corleone”.

É bom ser reaccionário em Portugal. Recordo-me que há uns meses atrás, uns alunos duma escolinha qualquer fizeram uma homenagem a um famoso assaltante de bancos e líder duma organização que assassinou 17 pessoas. Afinal, o Otelo é um capitão de Abril e merece uma festinha com sumos, rissóis e crianças a entoar Zeca Afonso.

Por cá, é proibido dizer-se mal de Abril. É proibido dizer mal de meia dúzia de oportunistas e assassinos. Mas, se alguém copia uns recortes dum jornal e lhes junta umas palavras de ordem, lá vai a carneirada toda atrás. Com archotes, foices e sedentas de sangue. Com Sérgio Godinho na boca e um brilhozinho nos olhos.

Mas só de boca. O fim-de-semana está quente e na Costa De Caparica é que se está bem. Os outros palermas que se manifestem na rua.

E eu concordo. Manifestações sem ponta por onde se pegue e que o único objectivo é fazer barulho não servem para nada. Mas nós gostamos. E gostamos de karaoke.

Como provam os mais de 13 milhares de seguidores do Tugaleaks. Já vos disse que sou um deles?





Nota final: No site da liberdade, os comentários são moderados. Ah, a ironia...
Caro Rui,
Parece-me que tem um bom automóvel mas não sabe conduzir. A minha crítica aberta encontra-se disponível no bloque de entretenimento para o qual também escrevo. Sem AdSense e afins, diga-se de passagem.
Espero que tenha sentido de humor.

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Para ler e reflectir antes de ir à casa-de-banho.

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"Hey Mel! Andas desaparecida... espero que estejas bem lá por onde andares..
Gostaria apenas de partilhar contigo um sentimento que estou a ter neste momento..

é o da tristeza....

Não sei se conheces, provavelmente não... mas enfim..estou triste contigo. 
Sabes que tens uma personalidade assim marada, e confesso que não tenho nada contra, antes pelo contrario, respeito a atitude das pessoas seja ela mais libertina ou mais retrograda..penso que cada qual tem os motivos necessários para ser quem é. Tenho muito respeito...só não consigo ter respeito quando a liberdade de uns invade a dos outros e é nesse ponto que estou realmente triste..nem é zangada..é triste contigo.
Não consigo compreender qual foi a tua de te fazeres ao João sabendo que ele estava comigo e no dia a seguir teres a lata de vires a minha casa jantar, teres ido comigo a praia com os meus amigos, ao aniversario de amigos meus enfim...e ainda te ter ajudado a arranjar bules...entre outras simpatias que partilhei contigo. Como é que foste capaz?!! Como é que consegues fazer isso?! Isso faz de ti uma verdadeira PUTA!! não é o facto de foderes com este e aquele que eu te considero puta..é por te meteres com os gajos das gajas que conheces e que ate te fizeram bem..e isso sim, é ser uma valente PUTA! já para nao dizer que nem às  tuas amigas que fizeram realmente ALGO DECENTE por ti mostras reconhecimento..mas isso é outra história. 
Espero que penses naquilo que és..e no que tens andado a fazer, e oxalá não tenhas um minimo de orgulho! Porque a tua pessoa está ao nível de um balde de merda!!! e já que fiquei triste contigo...sabes que há um seguimento nesse sentimento que nos dá um certo maquiavelismo e raiva..por isso faz o favor de nunca mais me apareceres NA PUTA DA FRENTE!! porque vai ser mau para ti! porque a minha vontade neste preciso momento era de te desfigurar a cara! tendo em conta que isso não é possível..(de momento)...desejo só que morras com SIDA. Podias meter-te com todos os gajos do mundo..agora com o João... não deves mesmo saber o que o amor é! Falas tanto em amor.... e é uma pena não saberes o que isso é..porque se soubesses não farias o que fazes e não afectavas o amor alheio. és apenas uma putinha que aí anda com a líbido em altas. mas espero que um dia controles isso..porque eu poderia ter reparado nisso a tempo de te foder..infelizmente agora nao sei onde andas..e só agora soube a tua merda de atitude. enfim.. world is short! 
Estou mesmo desapontada..nem consigo acreditar nisso..para ti pode ser uma parvoice, ja deves estar mais que habituada..mas eu não. Estou chocada contigo. Acho que não mereces mais um minimo de respeito ou até atenção da minha parte. Não vou mais gastar palavras contigo..se tiver no futuro de gastar alguma coisa contigo..que sejam as minhas mãos e pés."

Autora: Andreia Dias, namorada do Joao Ricardo Ribeiro Dias (o rapaz sem vontade propria que pelos vistos eu seduzi uns 5 meses atras)

...mas ainda ha mais

"bem em seguimento do k andreia escreveu e k tu leste e eu tb li.....e tu mandaste uma msg a dizer k n tinha acontecido nada entre vcx, sim realmente n aconteceu, mas tu fizeste força p k acontecesse.......n te vou dizer simplesmente mais nada...depois do k passamos e tu fazes.me isto sim pk n fizeste so a ela, fizeste-o a mim tb, tb me afectou, principalmente pk tu os conheceste a minha conta...fodasse melina era preciso descer tao baixo, o k ha mais ai sao homens agora homens das outras....epa e tinha montes de coisas p te dizer, mas n era sobre isso era mm sobre o k aconteceu tu bazas do nada n tens sequer o respeito por mim de me dizer kk koisa....mas prontos...mandei.te msg mails, tu apareces aki no fb e mal eu entro tu sais logo, tas a fugir do k?????bazaste pk?????fugiste pk as pessoas se importam ctg e tu nem seker a isso ligas.....2 palavas pa ti: SÊ FELIZ............"

Autora: Priscila Bras, cunhada de Andreia Dias, amiga de infancia, que felizmente nao tem muito conhecimento acerca da minha pessoa, entre outras coisas que pelos vistos nao tem conhecimento.

Adoro a nossa sociedade patriarcal e como os homens ficam observadores em silencio depois de provocarem as inflamacoes.

Sociedade feita de homens impotentes e mulheres burras.

Nelma Viana - Figura de Estalo

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Estava eu muito entretido a folhear a típica revista de sala de espera, a Sábado, quando encontrei uma crónica da menina Nelma Viana. Fiquei maravilhado e, mal cheguei a casa, fui ler mais obras defecadas por a alegada jornalista.

Ainda não entendi bem o tema das crónicas mas parece-me ser moda e a raparigota, apesar dos seus tenrinhos 28 anos, possui o liberalismo de Goebbels, o bom gosto da Duquesa de Alba e o talento para a escrita do Tino de Rans.

No seu texto “Viagem de ida e volta aos anos 70”, entre outras alarvidades escreve:

Convenhamos, os 80 foram de uma piroseira tal que ainda hoje me arrependo de ter abraçado os leggings com pezinho e os kispos fluorescentes com tanta convicção.”

Tudo isto estaria muito certo salvo um pequenino detalhe que é o facto de a menina ter nascido em 1984 e só se ter vestido ou ter sido vestida “à anos 80” até à idade de entrar para a 1ª classe. Ou seja, para variar, não sabe do que fala. A propósito destes anacronismos críticos, escreve a Nelma:

E quem sou eu, que pertenço à colheita de 84, para comentar uma coisa que não vivi? Bom... numa primeira análise posso ser parva, intrometida, arrogante até”.

Ah, foi a estimada Nelma que disse, não fui eu. Pois, vejo-me obrigado a concordar, é parva, de facto. Ainda para mais quando escreve:

Hoje, os 80 servem única e exclusivamente para alimentar o ego hipster dos saudosistas da modinha. E façam o favor de atirar pedras todos aqueles a quem serviu a carapuça.“

Ó minha parva, tens noção de que ego hipster não significa nada? Tens igual noção de que ser hipster e saudosista da modinha são conceitos diferentes? Quer parecer-me que escreves como eu faço as sopas: atirando as coisas que tens a jeito lá para dentro e passando com a varinha mágica a seguir. Outra dúvida que eu tenho prende-se com uso das expressões idiomáticas. Ora bem, a quem serve a carapuça, atira pedras? Vá, tu consegues, pensa um bocadinho. Consegues perceber o disparate que escreveste? E continua:

Timelines à parte, o facto é que os anos 70, esteticamente, foram inspiradíssimos. Havia fatos-de-treino dos Iron Maiden, calças à boca-de-sino de veludo, golas altas que faziam sentido e cabelos que com meia dúzia de enroladelas toscas com o secador pareciam acabadinhos de sair de um episódio de Dallas.”

Não sabendo eu o que quer dizer com o raio da Timeline, cumpre-me informar a menina de que está um pouco baralhada. Os Iron Maiden apareceram em 1975 e são uma banda emblemática, veja lá, dos seus execráveis anos 80. E os fato-de-treino também. Depois mistura calças de veludo que, mais uma vez lamento, mas pertencem aos anos 60. Terminamos com o Dallas que, por acaso e só por acaso, foi transmitido entre 1978 e 1991. Anos oitenta, portanto. E os cabelos do Dallas eram tudo menos meia dúzia de enroladelas toscas”. A menina vai ter que rever a sua história. Ou usar o Google, sei lá. Experimente procurar Babyliss...

Já percebemos que não percebe. Passemos a outra crónica: “Antes a Cláudia Vieira que a Madonna”

Ainda estou a pensar nos anos oitenta. Aqui a menina Nelma mostra as suas true colors. Escreve o seguinte sobre a pobre da camisinha da Cláudia Vieira:

maminhas semi-descobertas sobre tule transparente não deviam encaixar nos requisitos do horário-nobre.”

Ó Nelma! Mas tu tens 28 ou 82 anos? Maminhas semi-descobertas? Ah, já percebi qual é o problema. As maminhas estão sobre o tule. Pois, assim, é complicado e um pouco ofensivo. Mas como é que conseguiram enfiar o tule debaixo das mamas?

E continua:

Mas bem vistas as coisas, o que sucedeu no domingo passado foi só uma escolha infeliz da produção do programa - tal e qual a de Paulo Bento quando escolheu Bruno Alves para assinalar o penalti”

Depois de ter aprendido muito sobre as décadas de 70 e 80, agora aprendi uma coisa nova. As grandes penalidades, no futebol, funcionam assim: o treinador duma equipa quando quer um penalty, escolhe um dos seus jogadores e pede para o assinalar. Para depois o executar suponho que seja o árbitro.

Mas há mais. A nossa Nelma tinha bebido uns copitos nesse dia e estava em chamas!

(...)isto é um daqueles exemplos de dupla moral em que se comprova a tendência de apontar de dedo a tudo o que é nacional, a Madonna, que é uma senhora de 50 e tal anos que já devia estar em casa a coser meias com um ovo de madeira, continua a insistir no exibicionismo (ora salta uma mama, ora uma nádega, ora um esfreganço genital num bailarino musculado que ainda só fez a barba duas vezes na vida) e é aplaudida de pé.”

Nelma, Nelma...não és nada careta, não senhora. A Madonna deveria estar em casa a coser meias? Começo a duvidar da historieta sobre teres nascido em 1984. De certeza que não nasceste no séc. XIX em Santa Comba Dão? Pensa bem...
Já agora explica-me, eu sei que sou burro mas tu és densa, o que é um bailarino que só fez a barba duas vezes na vida? O Barbas da Costa de Caparica a dançar quando o Benfica é campeão? Um puto de quinze anos que a Madonna anda a desmamar? Não percebo. Ah, só mais uma coisinha....”Apontar de dedo” é muito bom, Nelma. Fartei-me de rir.


28 anos...tão careta, a escrever tão mal e com emprego certo a rabiscar merdas para a revista Sábado. Dá que pensar.

Desculpa lá estar a apontar-te de dedo, ó Nelma. A tua coluna "Figura de Estilo" dever-se-ia chamar "Figura de Estalo" porque é aquilo que és: uma daquelas figuras que apetece cobrir de estalos.

E, já agora, que puta de nome é Nelma?







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